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29 setembro, 2013

REPRESENTAÇÕES PERIGOSAS: O BDSM NA TV

Já faz vários meses desde que o BDSM tomou o centro das atenções na mídia. Com o lançamento do livro 50 Tons de Cinza, as práticas popularmente conhecidas como sadomasoquistas ganharam novo destaque na internet, na televisão e nas revistas. Os olhares curiosos, tanto daqueles que condenam o BDSM quanto de quem despertou interesse pelas práticas, se voltam para as demonstrações, produtos e notícias na mídia como fonte de informações a respeito do tema – e é aí que mora o perigo.
No Guia Erógeno, sempre enfatizamos a importância da responsabilidade e transparência entre os praticantes BDSM. Há vários tipos de acidentes que podem acontecer, partindo desde casualidades físicas, que podem deixar sequelas permanentes ou até mesmo risco de morte, até outros problemas de cunho emocional ou psicológico, que podem ter efeitos devastadores em uma pessoa despreparada. É por isso que não importa se as práticas são alguma forma complexa de Bondage ou se resumem a palmadas durante o sexo: todo cuidado é necessário para evitar acidentes.
No último sábado, a Globo exibiu uma cena na novela Amor à Vida em que Perséfone, personagem interpretada por Fabiana Karla, acaba acidentalmente na cama com um homem praticante de BDSM. Sem qualquer cuidado em explicar e dialogar com Perséfone, o homem simplesmente a algema de surpresa e começa a espancá-la com um chicote, ignorando completamente seus gritos de desespero e de dor. Esse ato de extrema irresponsabilidade e violência foi banalizado e transformado em uma situação cômica para a audiência, reforçando muitos estigmas e equívocos que, além de ofensivos para quem pratica seriamente, são extremamente perigosos.
O maior fundamento do BDSM, que diferencia suas práticas de situações de abuso, é a consensualidade. Enquanto o sexo baunilha pode se tornar corriqueiro, uma sessão de BDSM sempre requer preparo e planejamento: todos os envolvidos precisam saber que tipos de práticas acontecerão ali, conhecer os limites de cada parceiro e ter estabelecido palavras e gestos de segurança. Nada disso foi apresentado na novela, que minimizou os riscos e uma situação de abuso a uma simples questão de “azar” da personagem. Além disso, o local precisa ser rigorosamente higienizado e os equipamentos precisam ser testados previamente, o que passou bem longe de acontecer na televisão.
É preciso compreender que, enquanto o BDSM pode ser praticado de forma relativamente segura, os perigos inerentes às suas práticas são reais. Não se trata somente de um pequeno machucado no lugar errado ou de um desconforto que leva alguns dias a mais para passar. Mesmo o chicote mais barato pode prejudicar órgãos internos e cordas ou algemas de tecido podem prender a circulação, causando problemas seríssimos ao submisso. Se os envolvidos na sessão não possuem conhecimento, experiência prática e segurança sobre o que estão fazendo, as chances de acontecerem acidentes são muito grandes. E não basta o dominador dizer ao submisso que “está tudo sob controle”: todos precisam estar completamente conscientes e esclarecidos dos riscos para poder consentir. É por isso que é tão alarmante quando um dos canais midiáticos mais influentes do planeta faz uma representação errônea do BDSM, sem qualquer orientação ou ressalva para a audiência.
Já é muito preocupante que tantos casais inexperientes comecem a praticar BDSM sem qualquer instrução. Instrumentos pesados de couro ou metal são facilmente acessíveis e, sem orientação, muita gente acaba envolvida em acidentes quando a situação foge inevitavelmente do controle. O fato de que há toda uma cultura endossando práticas abusivas e banalizando o conceito de consentimento esclarecido é alarmante, especialmente considerando os perigos do BDSM. E se acidentes causados por falta de conhecimento já são perigosos, há muitos falsos dominadores que se aproveitam da ingenuidade alheia para abusar e manipular suas vítimas, impondo práticas sem o consentimento prévio do parceiro ou parceira ou até mesmo expondo sua vida íntima e destruindo a privacidade.
A mídia é muito imprudente com o BDSM, principalmente porque não possui interesse genuíno na subcultura e não está comprometida com o bem estar público. O BDSM é utilizado como forma de humor e show de bizarrices, jamais sendo apresentado com a seriedade e respeito que lhes são devidos. E, ironicamente, os mesmos canais de comunicação que contribuem com a estigmatização do BDSM são também aqueles que condenam seus praticantes, apresentados como pessoas desviadas sexualmente, com transtornos mentais e perigosas para a população.
A maior massa de praticantes de BDSM são, na realidade, pessoas comuns, que estudam, namoram, trabalham e viajam nas férias. Muitos curiosos sentem vontade de experimentar, mas lhes faltam orientações acessíveis e confiáveis, tanto de um ponto de vista prático, quanto teórico. A escassez de informações em português é um grande problema para quem deseja ler a respeito e conhecer melhor o BDSM. Para quem deseja começar a praticar, é muito dificil saber onde procurar pessoas mais experientes, com quem aprender a praticar com segurança ou tirar dúvidas. E a situação fica ainda pior com a banalização reforçada pela mídia, que faz com que a maioria das pessoas nem mesmo busquem as informações e orientações necessárias.
A mídia precisa se responsabilizar pelos acidentes e abusos que acontecem por conta de sua representação equivocada do BDSM. Negar ou condenar a existência do BDSM também não funciona; é preciso conscientizar a população de forma responsável e humanizada sobre as práticas fetichistas, atentando para a necessidade de buscar parceiros confiáveis e cautelosos. Somente assim será possível prevenir acidentes em grande escala; sem a compreensão básica da importância do consentimento esclarecido e das medidas segurança, não apenas o BDSM, mas qualquer prática sexual tem o potencial de se tornar perigosa.


11 setembro, 2013

Talvez tenha chegado o momento de dar ALMA ao BDSM

   A cada dia que passa vejo pessoas mais perdidas, elas se aproximam do BDSM cheias de sonhos...   Sonhos?!   Claro! Sonhos sim, todos temos.
   Chegam ávidas de viver a experiência, sejam elas submissas ou dominadoras, as pessoas tem pressa.   Hoje o mundo vive com pressa para tudo e tudo se torna superficial e vazio, não apenas no BDSM.
   Então lá vai a pessoa para a primeira experiência e vá lá se for um Dominador, ao menos vai conduzir as coisas de acordo com os ‘seus sonhos’, o que não garante que saia como o imaginado.   Já a submissa vai para a entrega de tudo, para servir, para satisfazer.   Provavelmente já ouviu falar de ‘submissa de alma’ e/ou de ‘entrega incondicional’.   Há nisto tudo um vazio de humanidade tão devastador que devora a pessoa por dentro, deixando-a desprovida de seus valores mais básicos.  
   Tive o privilégio de conhecer o BDSM pelo amor.  Isto, AMOR sim!!!   Sei que outras pessoas também tiveram e têm o amor em seus relacionamentos, outras ainda não tiveram isto, mas querem e apesar de saber ser difícil, sabem que não é impossível.   Claro que tem aqueles que preferem sem este nobre sentimento.   Porem sinto que quem tem o amor no BDSM volta de cada sessão mais forte do que foi, volta feliz, confiante e cheio de segurança em si.   Ganha energia para a vida cotidiana e sua lucidez é nítida.

  Não vejo profundidade em sessões sem amor, não tem maior motivador para a subserviência de uma submissa, nem para os cuidados de um Dono (sem colocar aqui o gênero como fator determinante).
   Existe uma ditadura velada para comportamentos e sentimentos que a maioria parece ter vergonha de expor o que sente de verdade, mas no fundo todos temos sentimentos, se não tiver há algum problema com a psique do indivíduo.
   Não é fácil ser BDSMer, mas deveria ser prazeroso.   Embora o prazer neste contexto pode ter interpretações antagônicas, haja visto a frase “É bom porque é ruim, seria melhor se fosse pior.” (autor desconhecido).   Ainda assim, no fim há de ser prazeroso.
   Dominar é uma arte nata, não basta ter o poder, tem que saber comandar, antever reações e tirar prazer da dor, da tortura psicológica, da entrega recebida da submissa.  Não se constrói um dominador, ele o é por instinto, ele sabe ler sua posse intimamente, mesmo que ela diga não, ele sabe até onde pode levá-la.  
   Submissão pode ser construída, não precisa de muita percepção, tem que seguir ordens, mas não quer dizer que seja prazerosa, entretanto quando há prazer em servir, aí sim, vale a pena!
   Antes de enveredar por estes caminhos espinhosos é preciso saber o que se quer, estudar muito bem onde vai entrar, com quem vai se relacionar, a compatibilidade de idéias e principalmente a integridade de caráter.
  
   Para mim tem muita coisa que não merecia ser chamada de BDSM, lógico que quem admira estas coisas estará discordando, mas um Dono que preza sua posse não compartilha, não empresta, não aluga.   Isso para mim tem outro nome, pode ter valia para quem faz, mas não compreendo como uma prática BDSM, vejo que o BDSM é apenas uma desculpa que se dá para usar alguém ou se deixar levar de propósito.   Da mesma forma que práticas envolvendo incapazes de qualquer natureza; como menores, doentes e animais não deveriam ser chamadas BDSM.

   Eu vejo o ‘título de submissa de alma’ sendo usado como uma forma de enquadrar as submissas em normas pré estabelecidas, ela tem que se entregar sem questionar, servir sem ter prazer, obedecer cegamente...  Isso é um ser pensante que oferece ao Dono um estímulo pra pensar também, ou é uma boneca acéfala e sem graça?  Até os animais ditos irracionais nos questionam a seu modo, dentro de suas possibilidades, quando são adestrados.

   Talvez tenha chegado o momento de dar 'ALMA' ao BDSM.


Por Dorei Fobofílica.
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Dorei Fobofílica.

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