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17 fevereiro, 2013

FETLIFE (Rede Social BDSM)



  Devido a algo ocorrido em um ambiente de festa BDSM Dress Code no Rio de Janeiro, resolvi escrever para falar de uma rede social aos moldes do Facebook, mas dirigida exclusivamente ao público BDSM.
   O FETLIFE é uma rede social muito boa para a comunidade, aproxima pessoas com interesses similares, tem vários grupos de de tópicos interessantes para quem deseja aprender mais, saber a opnião de várias pessoas com visões diferentes sobre o assunto e muito mais.   Entre estes grupos posso destacar alguns; RE-UNIÃO, A Casa da ValentinnaBDSM - Rio de Janeiro e TNG Portugal.
   Aliás, acho que considerando as palhaçadas do Facebook de exigir identificação e excluir e punir irracionalmente os perfis, para quem curte fotos eróticas/sado, Dominação/submissão, Sadismo/masoquismo ou Fetichismo, seria a migração perfeita.
   Claro que poderia ser melhor, ainda existe muito preconceito e ditadores de verdades particulares como em todo lugar, até mesmo onde isto nunca deveria ocorrer.   Principalmente em se tratando de praticantes latinos, afinal temos um jeito só nosso de vivenciar o BDSM, muito diferente do americano e europeu, mas de toda forma ainda é o melhor lugar para conhecer pessoas com os mesmo interesses, participar de tópicos interessantes, dar e receber opinião, colocar duvidas em pauta para serem debatidas, saber de eventos que acontecem neste meio e tudo o mais relacionado ao assunto.
   Fica aqui a sugestão para quem ainda não conhece o FETLIFE.
   Acredito que isto vá contribuir para que as pessoas conheçam mais sobre seus instintos ainda não conhecidos dos novatos, que vá proporcionar um ingresso impresso aos participantes, evitando que indivíduos arruaceiros invadam o ambiente, tornando-o mais seguro, além de outros fatores que certamente contribuirão para os interessados.

Por Dorei Fobofílica.

16 fevereiro, 2013

Cordas de Rami (Lord Bondage)


   Quando temos amor/tesão por algo, queremos sempre saber mais, aprender, conhecer. Dentre as várias coisas que classifico como sendo esse “algo” para mim, estão as cordas e o shibari. Dessa forma comecei a produzir minhas próprias cordas de juta, e depois de muitas tentativas e erros, encontrei a torção e o tratamento corretos.
   Sei da existência de várias fibras naturais utilizadas na produção de cordas para shibari. Além da juta e do cânhamo – as tradicionais – já tomei conhecimento de cordas de fibra de linho, coco, bambu, arroz, bananeira, seda, algodão, sisal, entre outras. Pesquisando esse assunto, uma determinada fibra natural me chamou a atenção: o rami.
   Esta fibra, pertencente à família de fibras longas, tem em média de 150 a 200 milímetros de comprimento a exemplo da juta, linho, sisal e cânhamo, e é extraída do caule da Boehmeria nivea. Apresenta alta resistência, sendo considerada 3 vezes superior a do cânhamo e 8 vezes superior a do algodão e, devido às suas propriedades físicas e químicas, é usada como matéria prima para muitos fins industriais.
É uma das fibras mais longas vegetais unicelulares, não podendo ser comparada com o linho e a juta, uma vez que as fibras destas plantas são formadas por uma reunião de fibrilas.
  Em relação à reabsorção, a fibra de rami absorve rapidamente a umidade, perdendo-a facilmente pela secagem, assim como o cânhamo. Devido a esse fato, é que os tecidos e cordas feitos com rami, resistem muito bem à ação da umidade. Neste particular, a diferença para o cânhamo está na sua propriedade química, sendo este último considerado imputrescível, ou seja, não apodrece em contato com a água.
   A celulose que compõe a fibra do rami, na sua maioria, é constituída de alfa celulose, que, das formas de celulose, é a mais resistente ao ataque de reativos químicos. Isso é importante, pois dão à fibra grande resistência nos tratamentos subsequentes na produção de cordas, como, por exemplo, fervura, lavagem e tingimento (este último se for o caso).
Os fios são bem mais limpos de sujeiras e impurezas que os de juta, facilitando muito o trabalho de torção e retorção e, consequentemente, apresentando um resultado visual final melhor.
 Tudo isso pesquisado, mãos na massa e conseguir isso:
   As mais escuras foram oleadas, e a mais claras foram branqueadas e depois oleadas. Ao toque são macias, leves e de um cheiro agradável. Na execução de alguns nós, o processo de desatá-los foi bem fácil. São um pouco mais ásperas que as cordas de cânhamo, sendo muito parecidas com as de juta.
   Acredito que sejam as primeiras cordas torcidas de rami já produzidas especificamente para o shibari. Caso alguém saiba da existência desse tipo de corda, agradeceria muito se me enviasse o link, contato ou alguma informação que seja para troca de experiências.
Por: Lord Bondage.

05 fevereiro, 2013

Sadomasoquismo, dominação e submissão saindo das sombras da ignorância





   Eu poderia começar falando de BDSM, mas apesar dos BDSMers arrotarem a sigla como se fosse o suprassumo, na verdade é mais um dos aspectos do sadomasoquismo e da Dominação/submissão D/s.
   Sadomasoquismo é a relação entre tendências opostas, sadismo e masoquismo.   Não vou aqui definir o que é sadismo e masoquismo, que pode estar seccionado em indivíduos diferentes, ou alternadamente dentro do mesmo indivíduo, este ultimo chamado de switcher.
   A comunidade BDSM insiste em dizer que BDSM não está necessariamente ligada a sexo, mas o sadomasoquismo também não está.   Como já citei antes, sadomasoquismo é inerente ao ser humano, não fosse por isto ninguém acharia graça em ver alguém tropeçar e cair.   Não vou entrar na seara das religiões e o quanto elas tem de sadomasoquismo nos fies que confessam faltas em busca de penitências, já falei disto aqui.   Apenas quero trazer a luz que o sadomasoquismo sempre foi uma característica de qualquer pessoa, ainda que não esteja ligada a vida sexual.


  Entre outros grandes horrores, o holocausto e a santa inquisição espanhola fizeram com que o mundo visse o lado mais sombrio desta natureza humana, entretanto trata-se apenas de poder caindo nas mãos de um doente.   Tudo na vida tem dois aspectos, o yin/yang, a maioria das pessoas vive o sadomasoquismo no dia-a-dia sem se darem conta.   A simples hierarquia familiar, militar e social nos impõe outro aspecto do que é vivido pela comunidade BDSM, dominação e submissão, onde um está na liderança e os outros são seus liderados.



   A comunidade BDSM sempre lamentou a discriminação que sofre da sociedade, de serem marginalizados, senão como criminosos, como doentes mentais, mas agora que as trilogias com temática BDSM vem explodindo nas livrarias, ainda que não seja tão exatamente de acordo com as regras obsoletas desta comunidade e vem fazendo o favor de desmistificar o assunto na sociedade “baunilha”, a comunidade BDSM anda em cólicas, revoltada, dizendo que o que é divulgado não é real.   Mas o que é real?   Será que o termo escrava e Dono atualmente tem sentido real?   Será que ser escrava voluntariamente, podendo abdicar desta condição a hora que quiser obedecendo a tríade SSC (São, Seguro e CONSENSUAL) que baseia o BDSM é algo mais que mera fantasia?   Claro que não é real, é apenas mais um fetiche, sim, fetiche. 



   Fetiche para os BDSMers são práticas eróticas apimentas praticadas tanto por BDSMers quanto por baunilhas, mas na verdade isto é errôneo.
   Fetiche é uma palavra de origem francesa, alteração da palavra feitiço da língua portuguesa, que por sua vez tem origem no latin (facticius, “artificial, fictício).  Palavra usada originalmente a práticas religiosas, portanto, a ligação dela com sexo exclusivamente é um conceito falso.   O que contraria a falácia dos BDSMers de que fetiche é uma prática dos baunilhas imitando BDSM, BDSM é algo menor dentro do sadomasoquismo, significa meramente Bondage/disciplina; Dominação/submissão e Sadismo/masoquismo.   Porém dizer que sadismo e masoquismo está contido é um grande engano, sadomasoquismo é um instinto humano, precede qualquer conceito de qualquer comunidade, o ser humano é o único animal sadomasoquista e sempre o foi.



   As trilogias, apesar de ainda muito cruas, estão tirando das sombras uma prática cheia de tabu, mas que norteia os desejos mais íntimos da maioria das pessoas, as singelas donas de casa estão podendo sair da total ignorância impelida por uma sociedade machista e opressora, onde a maioria dos maridos as trata como a santa mãezinha de seus filhos e governanta do lar.    A maioria das  mulheres querem ser tratadas pelo seu homem na cama como uma vadia.  Algumas vão além da cama, é fato, seu desejo de ser exposta leva sua libido para fora da alcova, mas isto é outra história.   Ela quer se sentir amada, desejada e usada sexualmente sim.   Quer ter sua sexualidade potencialmente explorada, mesmo que ela ainda não saiba disto.
   Observando o comportamento de algumas ‘beatas’ diante de alguma cena com forte apelo erótico, vejo a expressão escandalizada, a boca aberta, tal qual uma mulher com desejo, ela profere palavras de indignação, mas em hipótese alguma desvia o olhar, sua mente luta contra seus instintos carnais e a libido instantaneamente despertados naquela cena tão “absurda”.   Não existe mulher santa, as pudicas são verdadeiras hipócritas e seus pares uns verdadeiros idiotas.  Não existe mulher frígida, existe homem que não sabe despertar nelas a sua libido, porque é inapto e egoísta.   A diferença está em que a mulher demora mais que o homem para ficar plenamente acesa, precisa de mais estímulos e preliminares que ele.



   Os BDSMers falam com indignação que as trilogias vem fazendo do BDSM um modismo, eu digo que vem fazendo um favor, não só a esta comunidade, mas a humanidade no todo.
   As simplórias donas de casa descobrindo sua sexualidade de forma mais ampla, desmistificando velhos tabus.   Muitas se vem nas cenas descritas, sendo atadas e açoitadas, soubessem elas na prática que um spank leve tem o poder de atingir as camadas inferiores da pele, aquecendo-a, deixando as terminações nervosas mais sensíveis a menor carícia que é feita depois, elas já teriam começado a nova era da revolução sexual.   Muitas mulheres são forçadas a uma rotina dura, onde elas tem que liderar uma casa, um função no trabalho e tudo o que mais as realiza é poder se despir de toda esta responsabilidade e deixar tudo nas mãos do seu homem, o seu Dono; se prostrar diante dele vulnerável e suscetível as suas vontades, ser cuidada e usada por este homem.   Ele por sua vez tem imenso prazer nisto, sua virilidade aflora com força, pois é da natureza masculina este controle, com suas exceções é claro, tanto de um lado quanto de outro.



Nota: A parafilia foi a partir Freud considerada como transtorno da sexualidade, de acordo com o que seja aceite por uma sociedade histórico-cultural.   Entretanto a OMS (Organização Mundial de Saúde), define como NÃO PATOLÓGICA as parafilias em que o indivíduo não precise exclusivamente dela para obter prazer sexual, que não incorra em crimes, como pedofilia, cárcere privado involuntário e assassinato, que não prejudique física e psicologicamente de forma irreversível, que não afete a vida social e familiar e que não inclua incapazes, entenda-se por incapazes os animais, as crianças e os doentes mentais.
   Os psicólogos e psiquiatras brasileiros deveriam se atualizar antes de colocarem todos os praticantes de BDSM como doentes, deixarem de fazer laboratório acadêmico apenas em presídios e sanatórios, deveriam buscar contato com a comunidade BDSM onde estão os praticantes sãos, porque ter apenas um aspecto de um assunto é ter uma má formação e ser um ‘profissional’ tendencioso.

Por Dorei Fobofílica.
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Atenciosamente;
Dorei Fobofílica.

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