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11 setembro, 2013

Talvez tenha chegado o momento de dar ALMA ao BDSM

   A cada dia que passa vejo pessoas mais perdidas, elas se aproximam do BDSM cheias de sonhos...   Sonhos?!   Claro! Sonhos sim, todos temos.
   Chegam ávidas de viver a experiência, sejam elas submissas ou dominadoras, as pessoas tem pressa.   Hoje o mundo vive com pressa para tudo e tudo se torna superficial e vazio, não apenas no BDSM.
   Então lá vai a pessoa para a primeira experiência e vá lá se for um Dominador, ao menos vai conduzir as coisas de acordo com os ‘seus sonhos’, o que não garante que saia como o imaginado.   Já a submissa vai para a entrega de tudo, para servir, para satisfazer.   Provavelmente já ouviu falar de ‘submissa de alma’ e/ou de ‘entrega incondicional’.   Há nisto tudo um vazio de humanidade tão devastador que devora a pessoa por dentro, deixando-a desprovida de seus valores mais básicos.  
   Tive o privilégio de conhecer o BDSM pelo amor.  Isto, AMOR sim!!!   Sei que outras pessoas também tiveram e têm o amor em seus relacionamentos, outras ainda não tiveram isto, mas querem e apesar de saber ser difícil, sabem que não é impossível.   Claro que tem aqueles que preferem sem este nobre sentimento.   Porem sinto que quem tem o amor no BDSM volta de cada sessão mais forte do que foi, volta feliz, confiante e cheio de segurança em si.   Ganha energia para a vida cotidiana e sua lucidez é nítida.

  Não vejo profundidade em sessões sem amor, não tem maior motivador para a subserviência de uma submissa, nem para os cuidados de um Dono (sem colocar aqui o gênero como fator determinante).
   Existe uma ditadura velada para comportamentos e sentimentos que a maioria parece ter vergonha de expor o que sente de verdade, mas no fundo todos temos sentimentos, se não tiver há algum problema com a psique do indivíduo.
   Não é fácil ser BDSMer, mas deveria ser prazeroso.   Embora o prazer neste contexto pode ter interpretações antagônicas, haja visto a frase “É bom porque é ruim, seria melhor se fosse pior.” (autor desconhecido).   Ainda assim, no fim há de ser prazeroso.
   Dominar é uma arte nata, não basta ter o poder, tem que saber comandar, antever reações e tirar prazer da dor, da tortura psicológica, da entrega recebida da submissa.  Não se constrói um dominador, ele o é por instinto, ele sabe ler sua posse intimamente, mesmo que ela diga não, ele sabe até onde pode levá-la.  
   Submissão pode ser construída, não precisa de muita percepção, tem que seguir ordens, mas não quer dizer que seja prazerosa, entretanto quando há prazer em servir, aí sim, vale a pena!
   Antes de enveredar por estes caminhos espinhosos é preciso saber o que se quer, estudar muito bem onde vai entrar, com quem vai se relacionar, a compatibilidade de idéias e principalmente a integridade de caráter.
  
   Para mim tem muita coisa que não merecia ser chamada de BDSM, lógico que quem admira estas coisas estará discordando, mas um Dono que preza sua posse não compartilha, não empresta, não aluga.   Isso para mim tem outro nome, pode ter valia para quem faz, mas não compreendo como uma prática BDSM, vejo que o BDSM é apenas uma desculpa que se dá para usar alguém ou se deixar levar de propósito.   Da mesma forma que práticas envolvendo incapazes de qualquer natureza; como menores, doentes e animais não deveriam ser chamadas BDSM.

   Eu vejo o ‘título de submissa de alma’ sendo usado como uma forma de enquadrar as submissas em normas pré estabelecidas, ela tem que se entregar sem questionar, servir sem ter prazer, obedecer cegamente...  Isso é um ser pensante que oferece ao Dono um estímulo pra pensar também, ou é uma boneca acéfala e sem graça?  Até os animais ditos irracionais nos questionam a seu modo, dentro de suas possibilidades, quando são adestrados.

   Talvez tenha chegado o momento de dar 'ALMA' ao BDSM.


Por Dorei Fobofílica.

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