VISITE brinquedos diversos

16 fevereiro, 2013

Cordas de Rami (Lord Bondage)


   Quando temos amor/tesão por algo, queremos sempre saber mais, aprender, conhecer. Dentre as várias coisas que classifico como sendo esse “algo” para mim, estão as cordas e o shibari. Dessa forma comecei a produzir minhas próprias cordas de juta, e depois de muitas tentativas e erros, encontrei a torção e o tratamento corretos.
   Sei da existência de várias fibras naturais utilizadas na produção de cordas para shibari. Além da juta e do cânhamo – as tradicionais – já tomei conhecimento de cordas de fibra de linho, coco, bambu, arroz, bananeira, seda, algodão, sisal, entre outras. Pesquisando esse assunto, uma determinada fibra natural me chamou a atenção: o rami.
   Esta fibra, pertencente à família de fibras longas, tem em média de 150 a 200 milímetros de comprimento a exemplo da juta, linho, sisal e cânhamo, e é extraída do caule da Boehmeria nivea. Apresenta alta resistência, sendo considerada 3 vezes superior a do cânhamo e 8 vezes superior a do algodão e, devido às suas propriedades físicas e químicas, é usada como matéria prima para muitos fins industriais.
É uma das fibras mais longas vegetais unicelulares, não podendo ser comparada com o linho e a juta, uma vez que as fibras destas plantas são formadas por uma reunião de fibrilas.
  Em relação à reabsorção, a fibra de rami absorve rapidamente a umidade, perdendo-a facilmente pela secagem, assim como o cânhamo. Devido a esse fato, é que os tecidos e cordas feitos com rami, resistem muito bem à ação da umidade. Neste particular, a diferença para o cânhamo está na sua propriedade química, sendo este último considerado imputrescível, ou seja, não apodrece em contato com a água.
   A celulose que compõe a fibra do rami, na sua maioria, é constituída de alfa celulose, que, das formas de celulose, é a mais resistente ao ataque de reativos químicos. Isso é importante, pois dão à fibra grande resistência nos tratamentos subsequentes na produção de cordas, como, por exemplo, fervura, lavagem e tingimento (este último se for o caso).
Os fios são bem mais limpos de sujeiras e impurezas que os de juta, facilitando muito o trabalho de torção e retorção e, consequentemente, apresentando um resultado visual final melhor.
 Tudo isso pesquisado, mãos na massa e conseguir isso:
   As mais escuras foram oleadas, e a mais claras foram branqueadas e depois oleadas. Ao toque são macias, leves e de um cheiro agradável. Na execução de alguns nós, o processo de desatá-los foi bem fácil. São um pouco mais ásperas que as cordas de cânhamo, sendo muito parecidas com as de juta.
   Acredito que sejam as primeiras cordas torcidas de rami já produzidas especificamente para o shibari. Caso alguém saiba da existência desse tipo de corda, agradeceria muito se me enviasse o link, contato ou alguma informação que seja para troca de experiências.
Por: Lord Bondage.

Um comentário:

{princess kitty}龍戦士 disse...

Belíssimo e instrutivo texto do Lord Bondage para os apaixonados por cordas. Obrigada por traze-lo para cá!

Miaubeijos com muito carinho querida =^.^=

AVISO:

As imagens contidas neste blog foram tiradas de sites de busca, estando disponíveis livremente na rede, sem fazer referencia aos autores. Entretamto sem o intuito de usar material de terceiros indevidamente, digo que, caso voce seja autor de alguma delas e deseje que a retire, deixe um comentário e a retirarei ou colocarei os devidos créditos se for da tua vontade.

Atenciosamente;
Dorei Fobofílica.

Seguidores

Leio e Indico

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...