02 outubro, 2012

Submissas sim, mas antes de tudo Humanas!



  O que vou abordar agora é referente à maioria das pessoas (submissas e Dominadores) com quem tenho conversado e felizmente tenho liberdade para fazê-lo.   Claro que existem exceções, mas não é destas que eu falarei.
   Vejo que no universo BDSM, assim como tudo o que é vivo no mundo, como o idioma, por exemplo, tudo está se transformando, acompanhando a evolução e deixando conceitos engessados para trás.  
   Hoje vejo que existe uma maneira diferente de submissas e Dominadores verem os relacionamentos e uns aos outros, estes ficam presos a antigas regras, feitas por pessoas que com certeza já morreram há muito tempo, de que a submissa não passa de uma ‘peça’ de uso, que o flerte da relação não passa de uma ‘negociação’ e que aquela nada mais quer da vida do que lhes proporcionar prazer e atender todos os seus desejos e comandos.   Quanta ingenuidade!!!
   Ora vamos falar uma linguagem contemporânea e cair na real, o mundo caminhou para frente, a mulher por desejo e necessidade deixou o trabalho doméstico para ficar ao lado do homem no mercado de trabalho, a maioria dos que são formados no Brasil são mulheres, ou seja, elas pensam, não são alienadas que se considerem uma ‘peças’ ou que se veja como uma prostituta ‘negociando’ o próprio corpo, mais ainda, sem receber nenhum valor monetário nesta ‘negociação’.    Claro, os termos existem e como que para se mostrarem-se servis, para mostrarem o que sentem no coração enquanto fêmeas e a sua natureza submissa na cama, elas simplesmente acatam, mas não se enganem, dentro delas existe um ser pensante, que sabe que merece outro tratamento, que sabe que tem hora para tudo e ser tratada como objeto em tempo integral não é o seu real desejo.
   As pessoas esquecem que por detrás e antes do rótulo de submissa e Dominador existe um ser humano.  Penso que se os Dominadores quisessem menos encontrar um ‘robô’ que lhes atenda sem pensar e sem sentir e vamos combinar, também muito sem graça, se tentassem entrar na relação com mais humanidade, eu não veria tantos Dominador na eterna cata de uma submissa que o queira, assim como se nós submissas deixássemos mais claro que na verdade não queremos uma relação tão seca, onde só existe a submissa (o que absolutamente é irreal) e que queremos não somente o Dominador que habita aquele ser, mas também o homem, o ser humano que ele certamente é; Eles por sua vez conseguiriam enxergar mais claramente o que somos e mudassem o comportamento de Super Homem Todo Poderoso.   Falemos francamente, uma submissa que diz ‘amém’ a tudo, que não tenha nenhuma reação, que até apanhe calada e fazendo a contagem como se fosse uma máquina é muito sem graça e monótono.    Tenho certeza que uma mulher-submissa que reaja, que tente argumentar, ainda que sem sucesso, que grite, tente se esquivar, que fique ofegante de medo e de desejo, que tenha reações vivazes e humanas é muito mais interessante e prazeroso para ambas as partes.
   Ah eu sei...   Existe uma diferenciação de submissa e escrava, de submissa e de masoquista, de Dominador e Sádico, eu sei disto, mas no fundo somos todos seres humanos, cheios das nossas loucuras secretas ou expostas, dos nossos fetiches abertos ou velados e no final das contas o que queremos mesmo é ser feliz.   Não é como ouvi um ontem, que segundo o pensamento dele, a maioria de nós deseja mesmo ser tratada como peça, que basta o dono mandar que ela faz, ainda que a um péssimo exemplo do filme de Histórias de O, seja servir a outro como uma prostituta.  Ledo engano!!!   É um pensamento seco de quem pouco tem participado das conversas, dos grupos, ainda que virtuais e pouco tem acompanhado a forma como hoje sentimos a maioria de nós, submissas.

Esta é a minha opinião;
Por Dorei Fobofílica.

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