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20 fevereiro, 2012

Trair sem culpa? Também pode.




   Na semana passada eu falei da traição dentro do BDSM e de como em uma relação como esta não tem espaço para traição, deixando claro que vejo uma imensa diferente entre fidelidade e lealdade e trair é ser desleal.   Entretanto a amiga Sophysticada me chamou a atenção para a necessidade real, irrevogável que muitas pessoas tem de trair, claro que isto continua não valendo dentro do BDSM que é ao que eu me referia, mas sim dentro da maioria das relações baunilhas.   
   É verdade, quando a gente casa geralmente os pensamentos são puros, o sonho é a vida perfeita e fidelíssima dos contos de fadas que a gente lê na infância e que moldam parte da nossa personalidade de forma irremediável, mas a realidade é outra, a convivência cobra um preço muito alto e nem todos sabem pagar a conta.   Me atrevo a dizer que é praticamente impossível que a pessoa passe uma década casada sem pular uma cerquinha “básica”, principalmente se for homem, podem até dizer que é um pensamento machista, mas a verdade mesmo é que somos e sentimos a vida de forma diferente entre homens e mulheres.  
   Hoje já tem muita gente que conseguiu se libertar dos conceitos preconcebidos de comportamento conjugal, mas continuam sendo a minoria irrelevante diante da massa.   Não que o sujeito não faça as escondidas e ainda se sinta no direito de julgar os outros.
   Na verdade tem muita gente despreparada psicologicamente que vive o aparente conforto da hipocrisia que prega a monogamia como se de fato fossemos capazes disso e não fossemos os primatas polígamos que a natureza fez de nós.   Essas pessoas, ou por serem simplórias ou por serem ordinárias, precisam e muitas vezes merecem serem traídas sem culpa.

   Como a esposa mal amada de um bronco, que apesar de ser bronco, ela tenha lá seus motivos particulares para viver com ele, vai dizer a ele que quer viver um casamento aberto, com direitos iguais e que ela sabe o que ele anda fazendo fora de casa, que só quer viver com a verdade e direitos iguais?  Voce acha que um sujeito assim entenderia?  Ou aquela mulher que outrora era fogosa, mas que ao virar beata por sei lá que motivos, foi esfriando sexualmente, mas quer ver seu cônjuge ali...  A mercê de seus novos conceitos de vida, sexualmente frios e ele totalmente insatisfeito, apesar de ainda nutrir um grande amor por ela?  Eu observo que tem muita gente que de certa forma faz questão de ser traída e os seus pares ainda ficam se sentindo culpados, se forem pessoas de bom coração.    Mas qual o quê?  Esta é uma das razões mais freqüentes que levam a separação de um casal.    Outra razão  muito comum é quando a pessoa sai com alguém, que só estará com ela poucas horas e é claro, vai oferecer a ela sempre o seu melhor, sempre estará arrumada, perfumada, com assuntos novos e empenhada sexualmente.   Aí os tolinhos começam a acreditar que encontrraram o par perfeito e se separam para logo ver que trocou seis por meia dúzia, pois a convivência é uma coisa difícil, tem as contas a pagar, os reparos da casa e todas as dificuldades que a vida a dois impõe, é coisa para gente madura, que sabe ultrapassar as barreiras sem jogar todo peso da conta no outro e sabe fazer limonadas com os limões que a vida oferece. 
   Pior de tudo é quando a pessoa percebe que apesar de todas as dificuldades, da separação por causa da "traição" e de tudo que isto acarretou, foi um imbecil, pois agora que aquela paixão tórrida acabou se dá conta que ainda ama aquela pessoa primeira com quem era casado, mas o orgulho de ambas as partes em perdoar acaba de por a ultima pá de cal na relação que a partir deste ponto poderia ser realmente boa, com lealdade em lugar de fidelidade, sabendo conviver com os defeitos do outro, pois ele faz o mesmo com os nossos.  
   Eu acho que está ficando muito evidente que eu gosto de relações sólidas, duradouras, abertas e maduras.   Caretice?  Ah, o que importa isto se dentro da caretice a gente for feliz?   Agora é uma admiração quando alguém diz que está junto a mais de uma década, como se fosse esperado sempre o fim dos casamentos.  
   Eu acredito que se existe amor, não me refiro a paixão tórrida e passageira, mas amor, daquele tipo que as vezes até parece que não existe mais, mas que volta e meia mostra a sua força sutil, ele deve ser preservado, que o melhor seria fazer isto com direito a ter relações extra conjugais, com ou sem o parceiro casado, mas que seja leal, mas se não dá, se não tem jeito, que seja como for possível, desde que cada um encontre a sua receita particular de ser feliz na família e na cama, consigo mesmo e que faça isto sem culpa, pois todos temos o direito de nos sentir amados, desejados, isto é mais que um direito, é uma necessidade física e psicológica, sem falar que quando começamos a nos apaixonar ou amar outra pessoa, não significa que temos que ter deixado de amar quem já amamos, isso é outra imbecilidade que enfiam na nossa cabeça desde sempre.   Precisamos nos adequar as condições que a vida oferece para viver bem.
Homenagem ao Trio mais fantástico da blogosfera, Loirinha Ksada, Mansinho e Wolvie, que fizeram suas opções sem se importar com o que pensam os outros.  Adoro voces!

   Seja como for a forma que voce vá viver a tua vida, não importa para os outros.

Dorei Fobofílica.


P.S.:  Volto a dizer que isto não vale dentro do BDSM.

8 comentários:

Nil Lima da Silva disse...

Oi Minha querida, tudo bom!?!?!
Tava com saudades!!!
Adoro seus post Dorei, tão seguros e com os pés bem fincados no chão, articulando como ninguem os pontos que defende, que eu me pergunto: como não concordar com você?!?!?
Mas eu acho que muita coisa na questão traição, traidos e traidores esta mudando. Salpicados aqui e ali eu vejo casais abertos, casais que perdoaram traições publicas e voltaram , enfrentando as linguas ferinas, vejo pessoas que tiveram disposição e boa vontade para recomeçar um relacionamento que parou em algum momento e mudou de rumo.
É claro que tem muito machão babaca matando por ai, é só assistir o tio Datena pra achar que o mundo esta acabando por causa dos crimes passionais...mas deixando os cornos xiitas de lado tem muita gente disposta a repensar os relacionamentos e ser mais "flexiveis"...
Um beijo minha querida.
Adoro sempre passar por aqui.

princess kitty disse...

Oi Querida!

Concordo plenamente com tuas opiniões, sou a favor de jogar limpo, da sinceridade, mas tem muitos casos que realmente não dá. O importante é ser fiel a si mesmo, a suas vontades e convicções. Claro o BDSM é um "mundo a parte", mas mesmo dentro do BDSM tem de haver a honestidade e transparência quanto as nossas vidas baunilhas.

Miaubeijos com muito carinho =^.^=

princess kitty disse...

Oi outra vez amada!

Vim responder ao seu comentário rsrs, claro que podemos conversar sobre o assunto, quando você quiser, eu tenho entrado todas as manhãs, as vezes não entro no msn, mas fico no face e no blog, dai se vc me avisar eu entro para conversarmos no msn ou se preferir me mandar um email tbm, pode ser, sei que voce se mudou e a sua net não esta das melhores rsrs.
Estou a sua disposição :)

Miaubeijos com muito carinho e saudades =^.^=

Cabrito Lunático disse...

Querida Dorei, estou sumido, é que final e início de ano é foodda.
Gostei do seu artigo, concordo com ele, acho que as relações tem que estar sustentadas na transparencia e sinceridade sem hipocrisia, com liberdade e honestidade e tantos outros adjetivos que elevam nossos valores humanos. Mas o engraçado de tudo isso, é que estou passando por um momento fuuudido na minha relação, nunca fui santo e a santa não sabe das minhas "orações" ocultas. O pior que não sinto culpa, mas no passado sentia muita culpa, e no presente estou doido por uma amiga em comun e ela está quase cedendo, acho que vai rolar, mas prá mim é só mais uma aventura e que aventura.
bjs apenas um desabafo, afinal estou prestes a trair.

µrsiŋђα Ѽ  disse...

Venho com carinho trazer o selo de meus quatro anos no BDSM de presente...

Quatro anos vividos com intensidade...

bjs de mel

ursinha

aldrey disse...

Oie querida!Adorei o post,é bem verdade,a gente casa,mas é impossível não pensar as vezes em outra pessoa,somos criados pra sermos fiéis,mas na prática não é bem assim..Só que os homens são mais corajoso,mas acho também que a sociedade apoia muito o machista!!E casamento,o relacionamento requer muita paciência,tolerância,é bem difícil...bjss

► JOTA ENE ◄ disse...

Dorei, vim parar a este post por acaso, concordo com tudo o que disse.

Uma amiga minha segredou-me um dia que homem casado trai, é infalível. É também a palavra de um homem que conhece muitos homens e que conhece, por sua vez, muitas mulheres. Nenhum homem é fiel, mas pode ser fiel, ou porque está apaixonado, algo que não dura muito tempo (no máximo alguns meses - nem se iluda), ou porque está cercado por todos os lados. O assédio por vezes é assustador (experiência propria)

Obviamente havia muito a dizer sobre este assunto, mas direi apenas que embora eu ache que todo o homem é polígamo, nem que seja em pensamento (opinião pessoal), tenho outra perspectiva... homem pode trair, sim... é só levar sua parceira junto. kkkkkk

Beijo[ta]

Mulher Fêmea disse...

Que perfeição.
É a primeira vez que leio, algo real, sem hipocrisias, sobre este assunto.
Pois geralmente os solteiros não entendem que você pode amar seu marido, mas nem por isso deixar de querer viver algo paralelo.......e que é desnecessário contar, pois muito pelo contrário, só prejudicaria uma relação sólida como a minha..
Sou casada há 23 anos, amo meu marido e nunca contaria a ele, pois sei que o magoaria e de nada adiantaria contar. A esta altura do campeonato, já sei de suas preferências. Não caberia contar nada. Mas o amo. E como você disse...não tenho culpas. Pois reconheço e aceito minhas necessidades..Não pretendo ficar doente e amarga, por não vivê-las...
Obrigada pelo texto...muito bom saber que não estou sozinha, nos meus
pensamentos..rsrs

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Atenciosamente;
Dorei Fobofílica.