02 outubro, 2012

Submissas sim, mas antes de tudo Humanas!



  O que vou abordar agora é referente à maioria das pessoas (submissas e Dominadores) com quem tenho conversado e felizmente tenho liberdade para fazê-lo.   Claro que existem exceções, mas não é destas que eu falarei.
   Vejo que no universo BDSM, assim como tudo o que é vivo no mundo, como o idioma, por exemplo, tudo está se transformando, acompanhando a evolução e deixando conceitos engessados para trás.  
   Hoje vejo que existe uma maneira diferente de submissas e Dominadores verem os relacionamentos e uns aos outros, estes ficam presos a antigas regras, feitas por pessoas que com certeza já morreram há muito tempo, de que a submissa não passa de uma ‘peça’ de uso, que o flerte da relação não passa de uma ‘negociação’ e que aquela nada mais quer da vida do que lhes proporcionar prazer e atender todos os seus desejos e comandos.   Quanta ingenuidade!!!
   Ora vamos falar uma linguagem contemporânea e cair na real, o mundo caminhou para frente, a mulher por desejo e necessidade deixou o trabalho doméstico para ficar ao lado do homem no mercado de trabalho, a maioria dos que são formados no Brasil são mulheres, ou seja, elas pensam, não são alienadas que se considerem uma ‘peças’ ou que se veja como uma prostituta ‘negociando’ o próprio corpo, mais ainda, sem receber nenhum valor monetário nesta ‘negociação’.    Claro, os termos existem e como que para se mostrarem-se servis, para mostrarem o que sentem no coração enquanto fêmeas e a sua natureza submissa na cama, elas simplesmente acatam, mas não se enganem, dentro delas existe um ser pensante, que sabe que merece outro tratamento, que sabe que tem hora para tudo e ser tratada como objeto em tempo integral não é o seu real desejo.
   As pessoas esquecem que por detrás e antes do rótulo de submissa e Dominador existe um ser humano.  Penso que se os Dominadores quisessem menos encontrar um ‘robô’ que lhes atenda sem pensar e sem sentir e vamos combinar, também muito sem graça, se tentassem entrar na relação com mais humanidade, eu não veria tantos Dominador na eterna cata de uma submissa que o queira, assim como se nós submissas deixássemos mais claro que na verdade não queremos uma relação tão seca, onde só existe a submissa (o que absolutamente é irreal) e que queremos não somente o Dominador que habita aquele ser, mas também o homem, o ser humano que ele certamente é; Eles por sua vez conseguiriam enxergar mais claramente o que somos e mudassem o comportamento de Super Homem Todo Poderoso.   Falemos francamente, uma submissa que diz ‘amém’ a tudo, que não tenha nenhuma reação, que até apanhe calada e fazendo a contagem como se fosse uma máquina é muito sem graça e monótono.    Tenho certeza que uma mulher-submissa que reaja, que tente argumentar, ainda que sem sucesso, que grite, tente se esquivar, que fique ofegante de medo e de desejo, que tenha reações vivazes e humanas é muito mais interessante e prazeroso para ambas as partes.
   Ah eu sei...   Existe uma diferenciação de submissa e escrava, de submissa e de masoquista, de Dominador e Sádico, eu sei disto, mas no fundo somos todos seres humanos, cheios das nossas loucuras secretas ou expostas, dos nossos fetiches abertos ou velados e no final das contas o que queremos mesmo é ser feliz.   Não é como ouvi um ontem, que segundo o pensamento dele, a maioria de nós deseja mesmo ser tratada como peça, que basta o dono mandar que ela faz, ainda que a um péssimo exemplo do filme de Histórias de O, seja servir a outro como uma prostituta.  Ledo engano!!!   É um pensamento seco de quem pouco tem participado das conversas, dos grupos, ainda que virtuais e pouco tem acompanhado a forma como hoje sentimos a maioria de nós, submissas.

Esta é a minha opinião;
Por Dorei Fobofílica.

01 agosto, 2012

Entrevista para revista Glamour AGO-2012



   Saiu a matéria com entrevista comigo e a Rainha Frágil na Revista Glamour Nº5 de Agosto de 2011 com o título Ata-me, das páginas 96 a 99, chegou as bancas ontem bem cedinho, com Sabrina Sato na capa.
   A matéria ficou boa, afinal, tudo que desmistifique o sadomasoquismo para mim é algo válido, quem me conhece sabe que tenho uma forma mais romântica e menos conservadora sobre o tema, que acredito que de um modo ou de outro, ainda que fora da sexualidade, faça parte da vida de cada ser humano.   Entretanto e como sempre, a matéria não foi totalmente fiel ao que eu disse, pois jamais chamei meu Dono de Mestre, não que Ele não seja, mas sempre o chamo de Amor e Senhor e os bichinhos do que relatei sobre algo ocorrido na sauna era todos de silicone e presos nas paredes de madeira com fita dupla face.   Isto ocorreu há mais de dois anos e já que saiu pretendo em breve escrever um conto relatando este dia.   Espero que leiam e gostem da matéria.

Por Dorei.

17 julho, 2012

A (indiscreta) história da pornografia



  Os gregos se divertiriam muito se visitassem um sex shop. Os habitantes de Atenas, há cerca de 2 500 anos, adoravam ver representações de sexo e nudez. As ruas eram decoradas com estátuas de corpos bem definidos. Nas casas, cenas eróticas enfeitavam vasos. Em procissões, famílias erguiam peças fálicas como se fossem imagens sagradas, cantando hinos recheados de palavrões cabeludos. Depois do evento, muita gente ia para casa fazer festinhas em que o deus do vinho, Dionísio, era venerado na prática.
Os homens tinham outra maneira de se divertir: concursos com mulheres nuas. O que mais chamava atenção era uma específica parte do corpo, “as nádegas de Vênus”, que eram avaliadas e recebiam notas de juízes. Para os mais cultos, o teatro contava histórias picantes. Em Lisístrata, de Aristófanes, a personagem principal convoca as atenienses à greve de sexo enquanto durar a Guerra do Peloponeso. “Nenhum amante se aproximará de mim com ereção”, brada uma personagem. “Não erguerei ao teto minhas sandálias persas”, berra outra. Desesperados, os guerreiros encerram o conflito.
Atenas deixou o protagonismo na história, mas a sacanagem não. Toda civilização deu um jeito de manifestar seus ímpetos sexuais. Coube aos gregos definir a devassidão. O termo “pornográfico” apareceu pela primeira vez nos Diários de uma Cortesã, em que Luciano narra histórias sobre prostitutas e orgias – a palavra pornographos significa “escritos sobre prostitutas”. “Aos poucos, qualificou-se como pornográfico tudo o que descrevia as relações sexuais sem amor”, afirma o historiador francês Sarane Alexandrian, em História da Literatura Erótica.
O sentido da palavra mudou. Hoje, nos dicionários, pornografia é a expressão ou sugestão de assuntos obscenos. E por que a maioria de nós gosta de ver pornografia? O proibido e “o buraco da fechadura” podem explicar esse hábito que há mais de 30 mil anos sobrevive a todas tentativas de repressão em nome da moral e dos bons costumes.
Primeiras orgias
O registro mais antigo de um objeto representando o nu é uma peça com aparência nada sensual: a Vênus de Willendorf, encontrada em 1908 na cidade austríaca de mesmo nome, à beira do rio Danúbio, esculpida em calcário por volta do ano 30 000 a.C. Alguns padrões de beleza definitivamente mudaram de lá para cá: a ninfa das cavernas tem peito e quadris enormes, barriga saliente e lábios grossos. Há outras peças arqueológicas parecidas, do mesmo período, encontradas na África, Américas e Oceania. Curiosamente, todas com formas exageradas. Provavelmente eram objetos de culto – parte da pornografia da época vinha sob o manto da adoração aos deuses e deusas da fertilidade.
Com o tempo, o homem parou de usar eufemismos religiosos para dar vazão às suas taras. Os romanos já não escondiam os verdadeiros intuitos de seus hábitos. Famosos pelas festas de sexo em banhos públicos, eles decoravam as casas com esculturas eróticas. Luminárias em forma de falo não faltavam numa sala de classe alta – o pênis ereto era considerado símbolo da sorte. Nos muros de Pompéia, arqueólogos encontraram grafites com frases obscenas e desenhos de transas. Nas paredes do templo ao deus da virilidade Príapo, em Roma, os fiéis deixavam textos pornográficos. A decoração inusitada foi idéia do imperador Augusto, que governou entre 27 a.C. e 14 d.C., e gostava de que seus súditos venerassem Príapo. Um dos textos é assinado por uma dançarina, que reza pedindo ao deus: “Que uma multidão de amantes fique excitada como a Sua imagem”.
Havia até escritor especializado em vida sexual. Em Ars Amatoria (“A Arte de Amar”), Ovídio descreve, intimamente, seu casamento e suas escapadas: “Feliz daquele que esgota o duelo amoroso! Façam os deuses com que isso seja a causa de minha morte.” Ovídio elaborou um guia do sexo em Roma, como os que a revista Playboy publica hoje. Há sugestões de como e onde homens e mulheres da capital do império podem encontrar os mais belos parceiros, como abordá-los e como satisfazê-los. Também sugere como um amante deve proceder na cama para aumentar o prazer do outro, com direito a minúcias de especialista.
Ars Amatoria é contemporâneo a um trabalho semelhante, mas que ganhou fama internacional como estrela maior da pornografia. O Kama Sutra, escrito na Índia no século 2 d.C., tem passagens ainda mais detalhadas que as do livro de Ovídio. Na cultuada coletânea compilada pelo nobre Mallanaga Vatsyayana, há descrições de mais de 500 posições sexuais. O estudioso indiano selecionou textos milenares sobre sexo e fez uma defesa da liberdade sexual. Para ele, o sexo faz parte da criação divina, e por isso precisa ser venerado e praticado. Não é à toa que o livro faz sucesso até hoje.
Pecado capital
No início da Idade Média, por volta do século 6, clérigos católicos listaram a luxúria entre os pecados capitais. Na opinião deles, entregar-se aos prazeres carnais afastava o cristão da redenção espiritual. Aos tarados, sobrou apenas a opção de ouvir os “contadores de história”, como eram conhecidos os andarilhos que faziam aparições em tabernas narrando histórias picantes sobre mulheres insaciáveis, defloramento de virgens e orgias.
A tolerância foi diminuindo até que, em 1231, a criação da Inquisição fez sumir da vista de todos a nudez e o sexo. A partir dali, homens e mulheres deveriam ser retratados com túnicas largas e longas. Nem mesmo o menino Jesus podia ser retratado do jeito que veio ao mundo. E os que narravam estripulias sexuais podiam ser condenados à fogueira ou ao exílio.
Foi o que aconteceu com um dos mais criativos autores da Idade Média. O florentino Giovanni Boccaccio, que escreveu o lendário Decameron entre 1349 e 1351, tornou-se uma espécie de Galileu da pornografia, um digníssimo mártir da carne. Seu livro tem cem histórias narradas por sete mulheres e três homens reunidos numa casa isolada, onde contam peripécias de sexo com sátiras à Igreja.
Numa delas, o personagem Filostrato descreve as peripécias de um jardineiro que se finge de mudo para conseguir emprego num convento de freiras. Contratado, ele transa com todas as religiosas. Em outro trecho, um monge seduz uma virgem durante uma prece. Para azar de Boccaccio, entre os poucos que tiveram acesso ao livro na época (adaptado para o cinema pelo italiano Píer Paolo Pasolini, em 1970) estavam alguns clérigos, que o acusaram de heresia. Boccaccio teve de fugir e se isolar no vilarejo de Certaldo, onde morreria em 1375. Só por volta do século 15, já no Renascimento, é que os artistas aproveitariam o afrouxamento do poder católico para deixar escapar uns pelados nas telas. Foi o que fez Sandro Botticcelli na pintura O Nascimento de Vênus, quadro clássico da época, que exibe no centro uma mulher nua e voluptuosa.
Os libertinos
A tolerância renascentista não durou muito tempo e a censura voltou a operar com força durante a Reforma, no século 16, que tratou de reacender o lado carola do velho continente. Entraram em cena, então, autores “subversivos” que questionavam o moralismo religioso. Na França, em meados do século 18, surgiram os primeiros libertinos, artistas e intelectuais pró-liberdade sexual que se reuniam em organizações secretas como a Sociedade para a Promoção do Vício, Clube do Fogo do Inferno ou Ordem Hermafrodita, onde promoviam leituras ou encenações de livros eróticos que culminavam em orgias. Os franceses tinham à disposição mais de cem desses clubes, alguns com até 400 integrantes entre homens e mulheres.
Oficialmente, o objetivo não era apenas o culto à carne. Quando dava tempo, os participantes também discutiam política. Mais tarde, alguns dos integrantes dessas organizações se juntariam ao pensamento iluminista – o mesmo que lutaria pelo fim da monarquia absolutista na Revolução Francesa. Outros viraram autores que atacavam a nobreza e a moral religiosa. Um deles, Donatien-Alphonse-François, o Marquês de Sade, entraria para a história como um ícone da pornografia.
Nascido em 1740, o nobre foi oficial do exército e se casou aos 23 anos. Como libertino que se preze, apaixonou-se pela empregada da casa, Juliette, a quem dedicou o romance que leva o nome dela. Quando Juliette morreu, Sade partiu para a libertinagem desenfreada, nos clubes secretos. Experimentou num deles aquilo que o tornaria célebre – juntar brutalidade ao sexo, prática conhecida mais tarde por sadismo. Acabou preso na Bastilha, acusado de estuprar e açoitar uma mulher de 36 anos e participar de orgias com flagelações. Foi nessa época que escreveu suas obras mais famosas, Os 120 dias de Sodoma e Os Crimes de Amor. Morreu num hospício, um final de vida comum para os pornógrafos do passado. “Sade soube retratar, com precisão, o que acontecia na época. E nesses eventos, os participantes muitas vezes incorporavam práticas de brutalidade e tortura ao sexo”, diz a professora da PUC-SP Eliane Robert de Moraes, autora de Marquês de Sade, Um Libertino no Salão dos Filósofos.
Pornografia digital
A fotografia e as máquinas de impressão, que tornavam a produção em série mais barata, deram força à pornografia a partir da segunda metade do século 19. Fotos de modelos nuas e livros ilustrados começaram a ser vendidos nas principais cidades do mundo. A onda chegou ao Brasil por volta de 1870 e ganhou milhares de fãs. No Rio de Janeiro, circulavam centenas de títulos com histórias picantes. “No final do século, metade dos 500 mil habitantes da cidade sabia ler. Muitos compravam livros eróticos importados. Os editores perceberam o filão e lançaram autores nacionais”, diz a antropóloga Alessandra El Far, autora de Páginas de Sensação, que conta a trajetória da literatura pornô brasileira entre 1870 e 1924. Os livros que tratavam de sexo, ou “romances para homens”, falavam de adultério, padres que largavam a batina, aventuras em prostíbulos ou incestos. Os autores, anônimos, morreram desconhecidos. Mas deixaram alguns títulos históricos – entre os melhores, Memórias do Frei Saturnino; Amar, Gozar, Morrer; As Sete Noites de Lucrécia e o enigmático Camarões Apimentados.
No fim do século, mais uma vez a tecnologia seria peça fundamental para a popularização pornográfica. Agora, a novidade era o cinema. Em 1896, apenas um ano após os irmãos Lumière estrearem seu invento com a exibição de A Saída dos Operários da Fábrica, cineastas já utilizavam a novidade para fins sacanas. Os filmes tinham nomes como Wonders of the Unseen World (“Maravilhas de um mundo não visto”) e mostravam strippers tirando a roupa para a câmera. Um escândalo. Com o sucesso – e o lucro – desses filmetes, produtores resolveram ir além e exibir cenas de sexo explícito. Uma das mais antigas de que se têm registro está em Free Ride, de 1915, sobre um sujeito que dá carona em seu calhambeque a duas mocinhas – com quem transaria depois, sob uma árvore. Chamadas de stags films (“filmes para rapazes”), as fitas tinham de 7 a 15 minutos e eram filmadas na França, Estados Unidos e Argentina, um dos primeiros pólos mundiais de produção cinematográfica erótica. Os diretores não aliviavam no repertório de opções: havia sexo oral, lesbianismo e ménage à trois, sempre em cenas reais. A ousadia pode ser explicada porque os censores ainda não haviam atentado para o “perigo da imoralidade pornográfica”.
Nas décadas de 1930 e 1940, os americanos aprovaram a primeira lei sobre censura no país e as fitas escassearam. O explícito deu lugar à insinuação. Assim entraram em moda os peep shows, onde o espectador pagava para assistir a um filme com mulheres dançando e tirando a roupa – mas não tudo. Poucos produtores arriscavam e faziam circular fitas de sexo explícito, exibidas em prostíbulos, cinemas clandestinos ou festas de ricaços moderninhos. Eram rodadas na Suécia, que permitia a pornografia.
O clima hippie de paz e amor e as passeatas por mais liberdade sexual nos anos 60 contribuíram para que os fãs dos filmes de sexo explícito pudessem, enfim, ser felizes para sempre – ainda que escondidinhos em cinemas de qualidade duvidosa. Em 1972, pela primeira vez uma produção pornográfica fez sucesso comercial. Era Deep Throat, a Garganta Profunda, história louquíssima de uma ex-engolidora de espadas que tem o clitóris na traquéia e procura solução para o problema transando com o médico, amigos e namorados. O filme arrecadou cerca de 600 milhões de dólares e fez de Linda Lovelace, a atriz principal, uma celebridade.
Linda tinha 23 anos quando filmou Garganta Profunda e recebeu 1 250 dólares de cachê. Ninguém poderia imaginar que, após Linda, as atrizes pornôs seriam multimilionárias e teriam trânsito livre em festas badaladas. Entre as estrelas da pornografia, ninguém supera a húngara radicada na Itália Ilona Staller, a Cicciolina. Em 1987, após fazer campanha mostrando os seios, ela foi eleita deputada. No Parlamento, defendeu projetos como a liberação da pedofilia e atuou entre militantes pela paz. Na primeira Guerra do Golfo, ofereceu uma solução ao seu estilo para o conflito: transar com George Bush e Saddam Hussein. “Um de cada vez!”, dizia.
Muito do sucesso de Cicciolina aconteceu graças à invenção do videocassete. A conexão é simples: com as fitas em VHS, os apreciadores do pornô não precisavam mais se expor na porta de salas sujas e lotadas. Podiam se divertir na privacidade de casa. “Com a chegada do vídeo, o pornô passou a ser produzido em larga escala, como uma linha de montagem. E isso marcou uma transformação significativa do produto”, diz Nuno César Abreu, autor do livro O Olhar Pornô. O videocassete também barateou a produção pornô e fez o mercado erótico se multiplicar. Milhares de fitas com cenas de sexo, nas mais variadas modalidades, lotaram as locadoras. Hoje, estima-se que o mercado de DVDs, fitas VHS e canais de TV a cabo pornô movimente, anualmente, cerca de 14 bilhões de dólares no mundo – equivalente às vendas anuais de armamentos dos Estados Unidos.
O maior símbolo da fase “erótico em casa” é o americano John Stagliano, o Buttman (ou o “homem-bunda”). Dono de um império comercial, ele inventou um gênero conhecido como “porno-humorístico”, em que manipula a câmera e, com ela ligada, conversa e faz piadinhas com os atores em cena. Muitas vezes, sai dos bastidores e participa da ação. A fórmula fez de Stagliano o maior vendedor mundial de filmes nas duas últimas décadas, lançando títulos como Exercícios de Buttman, As Férias Européias de Buttman e Buttman Vai ao Rio – ele adora filmar no Brasil, apesar de ter contraído aqui o vírus HIV. Buttman ficou milionário e sua empresa, a Evil Empire, é umas das gigantes do gênero, editando revistas e distribuindo filmes dele e de outros diretores para o mundo todo. “Sou um voyeur incansável. Adoro mostrar o sexo desse jeito divertido”, costuma dizer. Será que os gregos gostariam desse estilo?

07 julho, 2012

Os perigos da autoflagelo


   Andei procurando algum lugar que falasse sobre os perigos do autoflagelo, mas para minha enorme surpresa, não encontrei, mas eles existem.     Claro que um pregadorzinho nos mamilos ou em outras regiões, uns pinguinhos de vela, um auto bondage onde os membros superiores fiquem livres e coisa que o valha não faz mal algum.  
   Os perigos podem variar de lesões internas, de passar por um grande vexame, até mesmo o óbito.  
   Quem sabe bem aplicar um spank, sabe que tem áreas apropriadas para isto, sabe que tem que haver controle na força empregada para diferentes regiões e sabe que se estas regras não forem observadas há o risco de haver o rompimento de um órgão interno com hemorragia imperceptível nos primeiros dias, ou desenvolver um tumor nas mamas, a fissura de um osso.   O mesmo se dá com agulhas, para fazer é preciso conhecer a anatomia e fisiologia humana, brincadeiras com gelo por tempo prolongado, principalmente nos orifícios pode causar a morte do tecido, fireplay é também muito sério.
   Os perigos não ficam apenas do campo das lesões, a pessoa pode passar por um constrangimento inesperado, pois se não, vou fazer um pequeno relato de algo que tomei conhecimento sem citar nomes:

   Uma submissa no auge dos devaneios pelo tempo extenso sem Dono e pela falta absoluta de coragem de pedir a uma outra amiga sub que a ajudasse, sentou-se nua no sofá em seu apartamento e passou a olhar nostalgicamente para um par de algemas, resolveu brincar, então se plugou, se amordaçou com uma gag Ball e prendeu os pulsos com a algema as costas (ela estava habituada a se prender e se soltar sozinha), mas neste dia a chave escorregou na fresta do sofá e ela começou a ficar nervosa, foi então que lembrou da panela no fogo.   Deixou a chave para depois e foi tentar apagar o fogo, mas como?   No esforço de girar o botão do fogão ela esbarrou no pano de copa que estava pendurado na parede ao lado e acima do fogão, ele caiu e não custou a pegar fogo, o que chamou a atenção dos vizinhos, o fogo logo se apagou por falta de mais material combustível, mas havia fumaça, e ela não podia falar de lá de dentro que estava tudo bem com a gag na boca, os grunhidos pareciam sons de quem precisava de ajuda e o sindico chamado pelos moradores arrombou a porta com toda aquela plateia atrás dele.   Foi um vexame enorme, ela ali de plug com rabinho, de gag e de algemas na frente de seus vizinhos de andar e do sindico.
   Outro perigo e este muito maior, é a auto asfixia, quem conhece bem mais profundamente este assunto, sabe que houve inclusive pessoas famosas que no auge da empolgação, do tesão, acabou por morrer asfixiada com sacos plásticos, ou outra coisa que os sufocasse.
   Por esta razão e vendo que não há muito falando sobre isto, resolvi escrever, pois tudo o que encontrei foi matérias ensinando a auto bondage, ensinando autoflagelo, mas nada que faça um alerta sério dos riscos de se auto torturar.
   Não estou dizendo que não se possa fazer, mas alertando que é preciso ter muito cuidado, muito mais cuidado do que quando tem alguém fazendo, afinal, haverá alguém para resolver os problemas se algo não der certo.
   Pessoalmente, não aprecio autoflagelo, não passo de climps nos mamilos quando estou sozinha, porque felizmente não aprecio mais que isto feito por eu mesma.

   Sobre fazer autoflagelação diante da cam para um "dominador" que é apenas virtual, tipo dom cam, pessoalmente eu acho o fim, se for algo perigoso então...   Acontecendo algo ele não tem como fazer nada, ainda que quisesse, voce está lascada e sozinha.

   De toda forma, esta é a minha opinião.

OBS.: Falo do ponto de vista da mulher submissa, mas vale para ambos os sexos.

Por Dorei Fobofílica.

30 junho, 2012

Está procurando um Dono? Então fique atenta!



   Para falar de escolha é bem complicado para alguém que não precisou escolher um Dono, que veio de uma relação baunilha que se transformou em D/s, mas nestes cinco anos de convivência não fiquei parada somente vivenciando meu mundo particular de SM, eu busquei todo tipo de informação que pude e não foi nada difícil, afinal a internet tem muitos defeitos, mas negar informação a quem procura de verdade não está entre eles.
   Ao longo destes anos fiz muitas amizades, tenho observado muitas amigas submissas (falo das submissas por ser a minha realidade, mas vale para ambos os sexos), que tiveram grandes frustrações nos seus prematuros relacionamentos.   Vejo a pressa em realizar as fantasias como algo que impulsiona para o erro na escolha.
   Penso que vale a pena gastar tempo para conhecer o verdadeiro indivíduo por trás de cada nickname, sentir e confiar nos seus instintos quando ele te põe aquela ‘pulga atrás da orelha’.   Se não se sentiu confiante, recue, não vale a pena arriscar.   BDSM é uma brincadeira muito séria, depois que voce estiver amarrada e amordaçada, não adianta sacudir a cabeça para indicar a um mau caráter que não quer aquele tipo de ‘brincadeira’ que ele está para começar e que às vezes pode deixar marcas irreversíveis.

   Um dominador de verdade, é de verdade.   Ele vai querer te conhecer e ser conhecido por voce, vai querer viver as fantasias dele contigo na realidade, não vai querer ficar do outro lado da Cam mandando voce se autoflagelar e fazer mil coisas, como se você fosse uma revista pornô interativa para as masturbações dele.              Sei que tem um monte de gente feliz em relacionamentos virtuais que interessam a ambas as partes, mas este não é o caso que trato aqui, falo de pessoas que buscam relacionamentos reais.  
   Desconfie sempre de quem não se mostra, não mostra interesse em te conhecer pessoalmente, que fala que não se envolve emocionalmente com a submissa, que assuntos fora das práticas não lhe interessam e principalmente que te peça senhas de e-mails pessoais, cartões de créditos, que não sustente suas próprias fantasias.
   Para quem é submissa e procura uma relação duradoura, vale mencionar que na relação ela será a cadela, eu nunca vi nenhuma cadela ou cãozinho chegar no pet chop e comprar seus próprios brinquedos, pagar sua ração, banho, tosa e transporte (sessões avulsas não se enquadram no que falo aqui).   Quem quer ter o título de DONO tem que fazer jus a ele.   Lógico que tem exceções e momentos de abrir mão disso por alguma necessidade momentânea, mas você tem que saber de que forma quer ser usada, se é como submissa que está para ser cuidada como posse, ou se é outra coisa qualquer.
   Quando estiver conhecendo alguém, preste atenção nos sinais, caráter é inconfundível em qualquer lugar, basta despender tempo na observação, nos sinais, pois ninguém consegue fingir o tempo todo.
   Não caia na conversa de pseudo dominadores que te dizem que BDSM é uma via de mão única e que você só tem direito a deveres, castigos e dar a ele prazeres.   Lembre-se que você é um ser humano e também começou este caminho em busca de prazer, não importando qual seja a sua fantasia para obtê-lo; haverá sempre alguém cujas fantasias se encaixem com as tuas, tenha paciência e não abra mão do São, Seguro e CONSENSUAL.

Por Dorei Fobofílica.

17 junho, 2012

Respeito não se impõe, se conquista.



Messenger Plus! - Registo de Conversação

Início da Sessão: domingo, 17 de junho de 2012

-{Dorei}-HIPÉRION (doreifobofilica@hotmail.com)

R o d r i g o (rod24rj@hotmail.com)

(08:17) R o d r i g o:

oi dorei
:)

(08:17) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Oi, Rodrigo!
bj0

(08:19) R o d r i g o:

tudo bem?

(08:19) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Estou bem sim, obrigada! E como estás?

(08:20) R o d r i g o:

sim auau

(08:21) -{Dorei}-HIPÉRIO:

au au?
rsrs
Que é isto?
Virou sub?

(08:21) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Tá latindo?

(08:21) R o d r i g o:

to me referindo a vc
sim, auau2

(08:21) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Então pare

(08:22) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Já disse que não aceito isto

(08:22) R o d r i g o:

kk
ser chamada de auau?

(08:22) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Se não quiser que eu te chame de bebezinho doce

(08:22) -{Dorei}-HIPÉRIO:

para voce sou Dorei
Só um me chama assim

(08:22) R o d r i g o:

pq bebezinho doce?

(08:22) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Se quiser meu respeito me respeite

(08:22) R o d r i g o:

senhor pelo menos ne

(08:23) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Senhor SÓ TENHO HIPÉRION
Qualquer outro pode ser mero amigo
Nada mais que isto

(08:23) R o d r i g o:

e como chama um dom?

(08:23) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Dom só existe um para mim
Não sigo liturgias

(08:23) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Se quiser ser meu amigo, terá que aceitar o que todos os meus amigos tops aceitam

(08:24) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Serem tratados com respeito como amigos

(08:24) R o d r i g o:

Nao :(
rs

(08:24) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Não tenho e não reconheço outro DOM que não seja o meu

(08:24) R o d r i g o:

quero ser mais que isso rs

(08:24) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Nunca serás
Seremos amigos se der
Mas mais é impossível

(08:24) R o d r i g o:

como pode dizer nunca?

(08:25) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Na certeza de quem se conhece

(08:25) R o d r i g o:

se conhcer é uma coisa

(08:26) R o d r i g o:

acredito numa frase
nunca diga nunca

(08:26) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Acredite no que quiser, respetarei teus credos se respeitares os meus

(08:27) R o d r i g o:

so uma coisa dorei
nao foi minha intencao te faltar com respeito

(08:27) R o d r i g o:

nao pretendo ter nada com vc
foi apenas uma maneira carinhoso que uso com as submissas
carinhosa*

(08:28) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Mas está não é a primeira, nem segunda vez que te digo que não aceito
Não é novidade
Todo mundo sabe disso

(08:29) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Rodrigo, eu não sou cheia de tabus, converso, tenho muitas amizades, mas não aceito ser tratada como cadela por ng

(08:29) R o d r i g o:

nao é cadela
ai que vc esta enganada

(08:29) -{Dorei}-HIPÉRIO:

auau, desenho de cadelinha

(08:29) R o d r i g o:

é UMA MANEIRA CARINHOSA

(08:29) -{Dorei}-HIPÉRIO:

é a mesma coisa

(08:29) R o d r i g o:

de me referir a vc
a sua posicao de submissa

(08:29) R o d r i g o:

auau2

(08:29) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Para mim é como uma ofensa

(08:30) R o d r i g o:

entao nunca deveria ter sido submissa

(08:30) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Se não vier do Dono

(08:30) R o d r i g o:

se ve isso como ofensa

(08:30) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Eu sou submissa de um só

(08:30) R o d r i g o:

EU SEI...
nao estou falando disso

(08:30) R o d r i g o:

olha
chega
vc quer desculpas?

(08:31) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Então, Rodrigo, respeite meu jeito de ser que respeito voce
Não

(08:31) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Só que não me chame assim pela quarta vez
Será definitiva

(08:31) R o d r i g o:

por favor?

(08:31) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Não é um favor que estarás me fazendo, mas a retribuição de respeito

(08:32) R o d r i g o:

sera um favor visto que nao tenho obrigacao nenhuma
em faze lo!

(08:32) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Nem eu para com voce

(08:32) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Se me respeitar é um favor, não temos como continuar amigos

(08:32) R o d r i g o:

se quiser, PEÇA por favor.

(08:32) -{Dorei}-HIPÉRIO:

Até nunca mais
Passe bem!

(08:33)

-{Dorei}-HIPÉRION alterou o estado para Aparecer como Offline

(08:33)

R o d r i g o foi bloqueado

R o d r i g o foi excluído

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Dorei Fobofílica.