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29 novembro, 2011

BDSM quase sempre condenado pela mídia...





    Na manhã do dia 28 de novembro de 2011 o programa Mais Voce da rede Globo apresentado por Ana Maria Braga trouxe uma matéria que se referia à agressão doméstica NÃO CONSENSUAL a mulheres, tudo muito justo do ponto de vista humanitário e muito de acordo com a Lei Maria da Penha, entretanto é importante ressaltar que este tipo de agressão como foi dito no programa, o desejo de dominação do homem que exibe sua mulher bonita como um troféu e dá a ela um excelente sexo para tê-la sob seu domínio, nada tem haver com as práticas BDSM, onde este domínio é de comum acordo e desejado por ambos, onde a mulher tem o desejo de ser exibida por seu homem como troféu, de ser dominada e de apanhar, pois como interpreto a célebre frase de Nelson Rodrigues “Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais (inteligentes)”, há mulheres que aprenderam ou descobriram em si o prazer na dor, que depois de passada a primeira fase, tem em sua pele o calor que se espalha como ondas, dando-lhes um prazer extremo, o seu parceiro não lhe dá o spanking como violência, mas no verdadeiro intuito de ter e principalmente dar prazer a sua parceira, contudo os programas de mídia revestidos de algo que a mim soa como preconceito; colocam tudo num lugar comum, sem fazer nenhuma distinção aos praticantes de sadomasoquismo BDSM, SSC (São, Seguro e CONSENSUAL), de modo que obedecendo ao meu propósito de fazer distinção entre os Sádicos/Dominadores doentios e/ou criminosos, bem como dos masoquistas/submissos doentios e/ou suicidas (sim, porque por mais absurdo que pareça isto existe, o submisso doente que por não ter coragem de se matar procura um sádico doente que se encarregue deste papel, um dia ele pode encontrar e serve de alerta para os Sádicos que ouvem a nada incomum declaração de alguns masoquistas ‘não tenho limites’); é que eu estou aqui colocando mais uma vez a minha opinião e posição.

   Saber distinguir uma coisa da outra é muito delicado, mas necessário, a medicina moderna não está como no tempo de Freud, que chamava a todas as parafilias de desvio de conduta sexual e moral, hoje existe na medicina o bom senso de separar uma coisa da outra, aqueles que procuram apenas um prazer exótico, o que é direito de todo cidadão, desde que de comum acordo e sem danos a nenhuma das partes ou ao meio em que vivem.   Sei muito bem que é um assunto delicado, mas num país onde racismo é crime, homofobia é crime, onde há a liberdade de expressão e sexual, porque é que se fala do crime de agressão física, sexual e moral sem separar disto o sadomasoquismo erótico, que nada tem haver com o sadismo doentio e/ou criminoso?   Estamos no século XXI e ainda não conseguimos evoluir o suficiente para admitir que  continuamos com pensamentos retrógrados.  
   Hoje não é preciso ter vergonha de ser homossexual, mas os praticantes de BDSM continuam sentindo-se marginalizados, porque a mídia levantou a bandeira em defesa da homossexualidade e mantém marginalizados os praticantes de BDSM sem se dar conta de que é a informação que vai fazer com que as pessoas possam distinguir o erotismo da doença ou da possibilidade do crime.    É justo que mostrando que o homossexual tem o direito de escolher como viver sua sexualidade tem feito as pessoas repensarem como tratá-los, dando-lhes a oportunidade de viver com dignidade, mas é verdade também que um grande número de homossexuais também praticam BDSM, nós temos o dever de nos unir; como fizeram as lésbicas que levantaram em primeira mão a bandeira em defesa da homossexualidade com o movimento gay arco-íris; e defender o nosso direito a viver a nossa sexualidade como desejamos, assim como os homossexuais o tem.
   O mesmo programa que um dia destes falou em defesa dos direitos dos homossexuais, neste dia 28 indiretamente condena o BDSM.   Só posso lamentar.

   REINTERANDO: Eu não tinha atentado para o fato de que se tratava da convida Ana Betatriz Barbosa, psiquiatra autora do livro “Mentes Perigosas”, ela afirma num curto espaço de tempo que quem ama não bate, passa um monte de frases subliminares de neurolinguística ciente do que está dizendo SIM, fazendo uma comparação sutil, que quem não tem conhecimento acaba sentindo tudo como uma coisa só, claro que eu concordo com o tema original proposto pela apresentadora de defesa da mulher vítima de agressão doméstica, que é um assunto sério que precisa de toda atenção, me refiro apenas a forma como a psiquiatra, pessoa ciente do assunto BDSM e autora de livros no contexto, se referiu.

Dorei.

26 novembro, 2011

Dorei no Diário de Bordo!!!


   Estava eu meio desanimada nos últimos tempos, mas eis que minha linda e inteligente Veronika me convida para escrever no blog DDiário de Bordo, eu fiquei super feliz, mas ainda em dúvida se poderia aceitar e assumir uma regularidade de postagens, afinal eu não faço isto em meu blog (embora funcione [escreva] muito bem sob pressão – psiu não espalhem rsrs), mas como convidada especial achei delicioso e irresistível, sei que posso, mas nada como empenhar a palavra em algo que podemos arcar.
   Os tripulantes são: Linda Fênix, Lady Siri, Loirinha e Espantalho e mansinho, Veronika & Claudio, Deh, (In)Correto, Jane Kercher, O Rapaz e Euzinha agora como convidada especial :o)!!!
   Aposto que os tripulantes já foram visitados por voces em suas “casas blogs” em ‘terra firme’ e já conhecem bem o sabor de suas companhias aprazíveis, por isto mesmo sei que apreciarão as viagens!
   Convido a todos os amigos da blogosfera a viajar conosco!

Não deixem de ler as anotações da primeira viagem:


BOA VIAGEM!

Dorei.

13 novembro, 2011

O Prazer na Dor - BDSM



   O masoquismo só começou a ter uma fama ruim a partir do psiquiatra Krafft-Ebing no século XIX, em seu livro ‘Psichopathia Sexualis’, complementado poucos anos depois por Sigmund Freud, que declarou ser desvio de conduta sexual adquirido por algum problema na infância e a partir daí a comunidade científica tomou como aberração patológica a ser tratada.   Entretanto Odd Reiersol abriu na medicina moderna uma nova forma de ver tanto o masoquismo quanto o sadismo, aceitando como normal e parte das características da natureza humana, desde que não seja a única forma de obter prazer e que não interfira na vida social e familiar do indivíduo, que seja observado os cuidados com a preservação da saúde e que seja de comum acordo; isto em tudo me lembra a tríade SSC - São, Seguro e Consensual, observando que as mais diversas religiões praticavam autoflagelação e até mesmo tortura nos fiéis como forma de indulgência dos pecados, mostrando que desde sempre a humanidade teve esta característica sádica e masoquista.

   A dor é um elemento com diversas interpretações pessoais e sociais, os diversos  grupos sociais tem suas próprias formas de falar da dor, que a princípio passa a idéia natural de algo ruim, mas dela pode-se tirar ótimas sensações.   Um indivíduo masoquista tem o evidente crescimento do psíquico por meio da dor e da humilhação, tornando-se mais humilde e porque não dizer; mais forte também.   A resistência varia de pessoa para pessoa, não há uma regra comum, mas o que é de mais interessante é quando da dor pode-se extrair prazer erógeno.  A sensação de dor que vem em primeira instancia, a adrenalina que o sangue recebe pela apreensão dá uma euforia grande que é analisada e controlada pelo sádico, que em contrapartida tem extremo prazer em provocar tais reações.  

   Dor é dor, não há prazer algum em uma topada, por exemplo, mas se esta dor estiver associada na mente do masoquista com sexualidade, seja como for, sabendo-se que cada ser é único e que o motivo desencadeador pode variar e muito, dor alternada com estímulo erótico dão um prazer extra, a dor inicial se transforma em ondas de calor que percorrem nosso maior órgão; a nossa pele, que recobre todo nosso corpo, como o sangue já está cheio com a adrenalina, precisa compensar com a endorfina afim de não ocorrer um infarte, que por ter havido estímulos erógenos alternados, apesar de produzirmos diversos tipos de endorfina, neste momento será lançada a endorfina beta, que é a responsável pelo prazer, e é quando o masoquista atinge o ápice e tem orgasmos por meio da dor, muito mais intensos que no sexo convencional.  

   A idéia te pareceu estranha?   Quem é que nunca ouviu falar em sexo convencional com tapinhas na bunda?   Não é de certa forma um pequeno ato de sadismo e masoquismo erótico?    Claro que sem maiores elaborações e familiaridade com o assunto, mas não deixa de ser o ser humano “comum”, se é que existe alguém totalmente normal entre quatro paredes, manifestando seu instinto  para o sadismo, o masoquismo ou mesmo de sadomasoquismo no mesmo indivíduo.

   Eu poderia falar aqui sobre sadismo e masoquismo nas diversas religiões, da santa inquisição católica, dos autoflagelos muçulmanos e de outras religiões e como isto funcionava e ainda funciona em muitas delas e de como a figura feminina geralmente é colocada na posição de submissão, de como sofre diversas humilhações, mas não é este o meu objetivo.   Quis apenas falar do prazer por meio da dor, passar uma breve noção do que é isto sem maiores pretensões.


Dorei.

06 novembro, 2011

Sexo Oral no BDSM



     Sexo oral é uma prática óbvia, preparatória e deliciosa, mas para minha surpresa dentro do BDSM me deparei com alguns indivíduos que se dizem dominadores com uma curiosa e ridícula teoria de que um (d)ominador não faz sexo oral em sua submissa/escrava.   Isso mesmo, dominador em letra minúscula.    Sexo oral é muito importante, desde que nascemos nossos sentidos começam a perceber o mundo primeiro pela boca, é muito bom fazer e receber e é para mulher uma preparação fundamental para o ato sexual, seu corpo precisa dessa preparação para atingir o clímax do prazer.    Ah a submissa/escrava não pode sentir prazer no sadomasoquismo.   Quanta ignorância!
    Não existe maior entrega que a feita pelo coração e estar satisfeita sexualmente faz parte de manter uma mulher fiel e submissa, esta satisfação passa por um sexo bem feito.   
   Agora vamos ver pelo lado da masculinidade; todo homem, ou melhor, o ser humano gosta de receber sexo oral, mas o macho que seja Macho de verdade, em qualquer espécie animal, se sente atraído pelo cheiro e sabor da fêmea, então, sendo dominador ou baunilha, eu duvido muito da masculinidade de um indivíduo ‘macho’ da espécie que não sinta desejo de fazer sexo oral em sua fêmea, seja ela baunilha ou submissa.
   Enquanto mulher seja como baunilha ou submissa, eu não aceitaria uma relação em que eu não ficasse satisfeita, não estou nem aí para essa teoria que parece ter sido feita por um homem que não sabia apreciar uma mulher e que era muito egoísta.    Eu aqui defendo única e exclusivamente o sadomasoquismo erótico, onde há uma troca de prazeres, onde um tem prazer em servir e o outro em ser servido, podendo ou não haver sadismo e masoquismo, mas certamente onde haja dominação e submissão, mas neste aspecto há de haver sempre uma troca em busca de alcançar a satisfação, do contrário é doença, puro sadismo onde o que o outro sente não importa e é por isto que eu elejo o BDSM avec amour (with love), com amor.

   Bem, esta é a minha opinião, minha forma de ver as coisas, porem cada um que busque para si o que considerar melhor.

Dorei.

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Atenciosamente;
Dorei Fobofílica.