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05 maio, 2011

Quebra de Limites

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Quebra de Limites






   Partindo do princípio da Consensualidade, se tudo esta bem para todas envolvidos.  Que mal há?
   Isto é o básico, o que não é bom é quando a pessoa é forçada a fazer o que não quer, quando é acusada de fraca, de ser menos submissa por não alcançar certos “desejos” do Top.   Nem todos os limites são quebrados e nem precisa, há de haver respeito pelas limitações do outro, forçar, sim, mas só até onde seja prazeroso, não passar daquela tênue linha onde para o botton começa a ficar incomodo, onde este incomodo não é prazeroso.   Há quem diga que os jogos sadomasoquistas nada mais são que a constante busca pela quebra de limites.   Será?  Até certo ponto, sim, mas quando isto acaba?  E quando acabam-se os limites possíveis de serem quebrados, acaba a relação?   Que coisa mais fria e sem criatividade.   Será que não se pode fazer as mesmas coisas de mil maneiras diferentes?   Claro que sim, digo por experiência própria.
   Contudo, em minha opinião, nem tudo seja exatamente uma prática aceitável como BDSM.   Não vejo que prostituição, apesar de não ser crime, previsto na Constituição brasileira como crime apenas a exploração da mesma; eu penso que prostituição é outra coisa, não creio que uma submissa deva ver como quebra de limites a imposição do “Dono” a ela ser emprestada, alugada, usada por vários.   É uma humilhação?  É, claro, mas o salário mínimo também é e ninguém gosta.
   A quebra de limites tem forte apelo psicológico, afinal, a sexualidade começa primeiro na mente, quebrar limite em uma pratica como shibari ou spnaking, pode não ser tão difícil, afinal, se não estiver machucando, que mal há em estar imobilizada?  Se o spanking for light, que mal há em ter a pele vermelha sem que fiquem hematomas?   Nem todas irão ver isto como uma humilhação exatamente, mas como mais um meio de excitação e prazer, muitas gostam das marcas, das feridas, dos hematomas, contudo humilhação difere de pessoa para pessoa, o que para uns é um prazer, para outros é um ultraje, é preciso conhecimento íntimo do botton para saber até onde ir, sem que a coisa vire uma seqüela psicológica, sem que isto afaste uma iniciante do meio com péssimas impressões, ou que deixe uma praticante de muito tempo e pouca prática, com as mesmas seqüelas.   Tem pessoas no meio que já estão bem seguras do que querem e não querem, mas não estou me dirigindo a estas, minha intenção é aquelas que conhecem pouco e estão buscando informações.
   Se todos os limites tivessem que ser quebrados, não existiria a safe Word (palavra de segurança).   Para que se tem mesmo que ser quebrado?   Não tem.    Além disto, o botton pode se achar em condições de praticar algo, mas o Top percebe que ele não está e neste caso vale a palavra Dele, o Top, que é quem decide, afinal se algo sair errado a responsabilidade é Dele.
   Algumas práticas, mesmo sendo consensuais, às vezes não devem ser postas em ação, como é o caso da eletro estimulação, mesmo que o Dom esteja preparado para fazer e a (o) submissa (o) desejem, pode ser que haja um problema cardíaco e neste caso, apesar de ser Consensual, não é São e nem Seguro.
   Por outro lado, temos que observar o lado do Top, nem sempre ele está de acordo com determinadas práticas, a despeito do desejo do botton que, sendo masoquista, tem limites mais amplos do que os concebíveis pelo Top.   Ele pode não gostar de agulhas, por exemplo; e o botton sim, aí tem que haver um acordo prévio e um consenso do que será e não será feito, ver se está bom para ambas as partes para que tudo saia a contento.
   Penso que a melhor forma de se ultrapassar um limite, seja o Top seduzindo pacientemente o botton na direção que ele quer, fazendo-o desejar, sonhar e por fim, pedir para que seja feito, pedir mais de uma vez e explicar porque quer.   Provavelmente, quando ele chegar a pedir pela terceira ou quarta vez e já tiver explicado seus motivos e desejos, está pronto.
   Não conseguir fazer todas as vontades do Top não tem que ser visto como inferioridade de nenhum botton, nem do Top por não conseguir satisfazer todos os anseios de um botton, as pessoas são unas, cada um tem suas qualidades e defeitos e é isto que nos faz especiais, ninguém quer um robô feito em série.   Então, sugiro que (negociem) conversem muito sobre tudo antes de por em prática.

Esta é a minha opinião.
Dorei.

6 comentários:

aldrey disse...

Sabe tem pessoas que abominam o bdsm ,pq achando que aqueles malucos que pegam as pessoas a força amarram e transam são tudo a mesma coisa,é bom as pessoas lerem teus textos e ver que estão erradas!!bjs querida

Mar... disse...

Amiga vc pode ajudar as pessoas que tem um pensamento distorcido do BDSM, mesmo não sendo praticante eu respeito, mas sei que muitas pessoas nem sabe do que se trata e julgam todos como loucos...
Amada tenha um findi delicioso...e por favor...tem uma postagem quante no Pura Psixão...e seu comentário é indispensável...
Bjs carinhosos dessa amiga que ti adora...

I. D. disse...

Sempre informativa Dorei! Gostei das explicações como sempre e realmente negociar é o mais importante. Falou em um momento de agulhas, é uma das coisas q menos gosto em qualquer ocasião. Consensualidade é dificil, a verdadeira, existe mais no círculo BDSM do que no circulo comum, tem alguns casais que ficam completamente fora de sincronia até, e no sexo e no amor, a harmonia é tão importante quanto o conjunto de sons produzidos numa orquestra, todos precisam tocar profundamente. Suas informações com certeza irão ajudar as pessoas que estão para entrar no círculo e irá ajudar a retirar os medos dos q tem vontade.

Morena disse...

Adorei seu Blog, e ja estou levando seu Banner. Bom FDS, bjus meus..

Arigi Kuwanna disse...

Olá querida Dorei,
Vim retribuir a visita e o carinho, nossa tava morrendo de saudades daqui!
Fiquei sem pc a semana toda, tive q fazer milagres p/ conseguir dar uma ajeitada, aki, testando o q estou aprendendo no curso, mas serei mais cuidadosa a partir de agora.
Menina, adorei teu post, como sempre vale ressaltar a velha questão do respeito, sem ele não se consegue nem se faz nada.
como sempre aprendendo coisas novas e amando td isso!
Bjos se cuida e tenha uma linda semana.

{princess kitty}龍戦士 disse...

Oi querida!

Demorei mas cheguei rs

Taí um assunto super importante, mas que eu nunca pensei muito nele,
acho que pelo fato de eu e meu Dono termos uma sintonia muito grande e
gostos MUITO parecidos em BDSM, não há nada que eu realmente não faria, que coloquei como um limite que Ele goste, tudo que realmente me desagradaria a Ele desagrada tbm, então nunca foi algo que eu
pensasse muito.( É aquela coisa de procurar quem é compatível com a
gente, não queria um Dom que tivesse gostos que eu sabia que não
poderia satisfazer )

Porém, existem algumas coisas sim que meu Dono curte, e a principio eu não curtia por achar muito humilhante ou achar ridiculo rs, mas essas coisas nunca foram colocadas como quebra de limites ou que eu teria de fazer. Por exemplo, meu Dono curte petplay, algo que não me agradava, porém de tanto ele falar, contar coisas, etc, foi me despertando o desejo, me deixando ansiosa e com MUITA vontade de experimentar, então eu fui virando a gatinha Dele, literalmente, tanto que antes eu achava impensável, ele me "montar" totalmente de gatinha com orelhinhas, plug de rabinho, etc, hoje é algo que eu tbm desejo muito, assim como tomar leite na vasilha, algo que a primeira vez que Ele me disse desse
desejo, eu repudiei totalmente a idéia e hoje é algo que estou tentada a experimentar. E por que? Porque Ele fez exatamente o que você disse,me fez desejar, sonhar, até querer a mesma coisa que Ele.

Quanto as práticas, com relação a eletroestimulação, concordo que não
seja uma prática para iniciantes de forma nenhuma, e mesmo um dos dois
conhecendo bem a prática, se não conhecem um ao outro, pode ser fatal,mas também, partindo desse princípio, qualquer prática um pouco mais hard do SM pode ser perigosa, um chicote longo mal manuseado pode cegar a sub se acertar o ponto errado, uma cane pode quebrar ossos, ate um mero bondage pode causar gangrena rsrsrs... por isso no meu caso, meu
Dono além de conhecer a prática, se preocupou em me conhecer, meu
histórico familiar cardíaco, pressão, vários pequenos detalhes, além é claro do equipamento adequado, pois existem muitos equipamentos inapropriados que não são recomendados, testar a intensidade dos choques nele mesmo, enfim, em breve vamos fazer um post falando,alertando sobre os riscos e também esclarecendo mais sobre essa
prática tão controversa.

Acredito que o caminho seja exatamente esse que você falou, não
devemos desrespeitar a nós mesmas e aos nossos desejos por algo que
nos cause aversão total apenas para superar um limite. Como disse no
inicio, acho que quando estamos conhecendo um Dom,uma das primeiras
coisa é falarmos sobre práticas e se percebermos que os gostos são
muito diferentes ou que ele te levaria a fazer algo que você realmente
abomina, nem começar uma relação. Procurar uma pessoa compatível com
você é o primeiro passo. Depois os ´pequenos desejos e práticas que
Ele curte e você não vão sendo adaptados, se Ele souber realmente como lidar com isso, logo a sub (como eu rs) vai estar desejando isso tão ardentemente ou até mais que o próprio Dom.No meu caso, eu não iniciaria uma relação se o o Dom deixasse claro que iria me obrigar a fazer algo que eu não gostasse ou tivesse imposto em meus limites, se ele me respeitar e souber trabalhar esse lado, não vai precisar impor, com o tempo fará com que eu também tenha o desejo de fazer aquilo.
Ou seja, se o Dom aceitar no início e respeitar... a partir daí é da
capacidade dele, me fazer quebrar um limite ou não. Mas isso é o que eu acho e vale pra mim.

Como sempre, quase fiz um post dentro do post rsrs :P

Querida, excelente tema e explanação :)

Miaubeijos com muito carinho =^.^=

AVISO:

As imagens contidas neste blog foram tiradas de sites de busca, estando disponíveis livremente na rede, sem fazer referencia aos autores. Entretamto sem o intuito de usar material de terceiros indevidamente, digo que, caso voce seja autor de alguma delas e deseje que a retire, deixe um comentário e a retirarei ou colocarei os devidos créditos se for da tua vontade.

Atenciosamente;
Dorei Fobofílica.

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