22 fevereiro, 2011

Dono


Dono
Palavra forte que denota poder.
Poder do dono sobre o corpo e vontades da sub, nunca da inteligência e alma.
Ser Dono significa responsabilidade, ter ouvidos, visão apurada  e instinto de prever, maturidade, responsabilidade  principalmente. Aplicar castigos é prazeroso  desde que a responsabilidade esteja incutida em cada açoite ou nó, que ela esteja acompanhada a cada passo, a cada gesto. Para a sub deve ser mostrado que os castigos são uma forma de adestrar e manter cativa e não como simples sadismo. Para que serve uma sub? Apenas para sofrer? O mais importante é o olhar de satisfação e paixão após cada castigo, seja ele brando ou não.
Para um Dono ser completo, ele deve primeiro ser sensível para saber os limites dela, porem  quem não possua esta  sensibilidade, que  para muitos é um adjetivo que não se encaixa ou mesmo fazem ignorar, se tornam-se carrascos e não Donos.
Na minha opinião, disse minha, sei que para alguns serei até execrado, uma coleira deve estar fixa, bem presa e deixando a sub ciente de sua condição, porem ela primeiramente deve ser colocada no coração, para depois ir ao seu lugar definitivo, para onde foi preparada, a submissa depois de ter seu coração encoleirado estará disposta a tudo pelo seu proprietário, será para ela alem do amor, o prazer em servir e dele ser aquela que dará e receberá prazer por cada ordem recebida, cumprirá a risca mesmo sendo estas ordens dadas de longa distância, e o Dono saberá que foi realmente cumprida apenas pelo tom de sua voz quando perguntada.
Quando resolvi encoleirar minha serva, foi um trabalho árduo, paciente porem preciso, calmamente fui incutindo nela e mostrando que servir não significa se anular, que o servir é uma forma de amor e uma maneira de entrega difícil, porem gratificante, onde alem de ser correspondida,  ela iria encontrar paz, encontrar amor e as vezes severidade,  porem  o acalanto posterior a deixa serena, com a pele mais bonita e um sorriso no rosto.
Hoje depois de quase quatro anos de convivência, tenho por ela algo que muitos não conseguem alcançar, fui um felizardo em ter uma serva assim, completa, pronta, inteligente e feliz, dela com facilidade obtenho tudo que quero dentro do contexto SM, tenho uma pessoa que sabe minhas vontades somente observando meus atos, alguém que não preciso mais falar, com um olhar ela sabe qual posição tomar e como reagir, pronta e sempre pronta, amando e sendo amada e me completando.
Hipérion (Dono)

20 fevereiro, 2011

Liturgia BDSM



Liturgia BDSM

   Primeiro vamos rever o que quer dizer o acrónimo BDSM.
BD= Bondage/disciplina. (Bondage é a retenção do indivíduo por meio de cordas, algemas, mordaça, etc..)
DS= Dominação/submissão.
SM= Sadismo/masoquismo.  (Sadismo visando aumentar o prazer sexual e não na busca de ver o outro sofrer, ou seja, CONSENSUAL)

   De certa forma em tudo na vida há uma espécie de liturgia que se forma quase sempre com naturalidade, claro que muitas outras são implantadas, como é o caso dos quartéis.   Mas é exatamente isto, cada lugar tem o seu rítmo e suas regras.    Por que razão um meio onde o CONSENSUAL é uma das três bases fundamentais do BDSM, tem que haver imposição?    Respeito se conquista, não se impõe e uma submissa deve-o a seu Dono, são as liturgias Dele que ela deve seguir, é a Ele que ela deve respeito e é a Ele que ela deve tratar por Senhor.   Claro que quando vou a padaria chamo o senhor Manoel de senhor, como a qualquer pessoa mais idosa que eu, isto é uma questão de educação, mas fora isto vai ser muito difícil que eu o faça.
   Pensando nos atores de novelas, cinemas e afins, vejo que cenas dão prazer imenso a quem faz, gostamos de assistir também, são cenas pré definidas, mas penso que no BDSM isto engessa a coisa que perde o encanto, ao menos para mim e sei que não estou sozinha, sei também que é prazeroso para outros, afinal muitos tem uma veia artística.
   Existem muitos que gostam de liturgias e rituais e penso que estes devem ser respeitados, quem quer respeito deve respeitar os outros.   É exatamente por isto que imposição de liturgia não cabe, não posso aceitar que alguém que não seja meu Dono exija de mim que o trate por Senhor, Senhor eu só tenho dois, um é Jesus e o outro é meu Dono, qualquer outro é apenas alguém com afinade ao sadomasoquismo como eu, que merece o mesmo respeito que dispenso a qualquer ser humano e ponto final.   Também para isto existe o CONSENSUAL, se não estou em consenso não há o que ser exigido.   Porém é recorrente que pessoas sem noção que fazem exigencias a quem acabou de conhecer, o que não faltam são pessoas pedantes no meio que acham que agindo com arrogancia se posicionarão, isto porque existem as alienadas que colaboram com este tipo de comportamento, que chaman a qualquer um que se diga Dom, Mestre ou afins, de Senhor; é vamos combinar, a expressão “Dono de mim” é um erro ortografico muito ridículo, não é por que eu digo ‘meu Dono’ que Ele seja meu e não o contrário, no trabalho dizemos ‘meu chefe’, e nem por isto estamos no comando, a palavra Chefe, Mestre ou Dono, dispensa esclarecimentos.
   Quando vou ler um texto sobre liturgia em algum site BDSM, geralmente começam assim:
   “A liturgia do BDSM envolve todo um ritual, um comportamento entre Top e Bottom, preparação de cenas, ritos de posse e entrega...”  
    Eu me pergunto.   Não é como um ator ou diretor preparando a cena?   Claro que existem coisas que a gente faz, que acontecem entre o Dono e a submissa, mas que diferenciam de acordo com cada par, contudo eu não gostaria de encenar, gosto da diversidade que Ele me proporciona a cada encontro e o comportamento de Dominador e submissa sai espontâneamente.   Sou feliz assim, mas respeito quem gosta de liturgias, até gostaria de assistir (adoro ir ao teatro), mas o respeito que dou também exijo.   Para mim o grande defeito em quem é praticante de liturgias, com exceções é claro, são aqueles que querem impor a terceiros os seus ritos.
   A exemplo de outros países, como na América do Norte e na Europa, há quem pense em criar um cabedal a ser seguido, mas o Brasil é um país atípico e o BDSM dentro dele não poderia ser diferente, somos muito passionais para nos adequarmos ao BDSM de fora, como com tudo o que recebemos de países estrangeiros, colocamos o nosso tempero, o nosso jeito, o nosso calor, os nossos sentimentos passionais, por isto é inútil a criação de um conjunto de normas, a nossa diversidade é muito grande.
   Não estou dizendo aqui que eu não siga a uma liturgia, mas a que sigo é determinada pelo meu Dono e dirigida exclusivamente a Ele, não é engessada, sai espontâneamente, foi sendo implantada paulatinamente, sem que eu me desse conta, não me foi dada uma cartilha de normas a serem seguidas, elas foram sendo colocadas na nossa relação com muita naturalidade, cada detalhe acrescido suavemente, de maneira que é uma realação rica, plena, verdadeira, natural, com respeito e amor.  
   Aos devotos da liturgia pré moldada do BDSM e aos aversos a ela, minhas saudações!
  
Por : Dorei.

P.S.: Esta é a minha opinião.

14 fevereiro, 2011

A Ciranda das Coleiras


A ciranda das coleiras

  A confiança que adquiri nos ultimos anos, amando e me sentindo amada numa relação de D/s, me deixou sim, um pouco ousada para falar de certas coisas, preferia não saber, mas é impossível.   Vejo acontecer a ‘ciranda das coleiras’ e fico decepcionada.
   A ciranda das coleiras tem dois lados, pois as “submissas” que anoitem com a coleira de um “dono” e amanhecem com a de outro “dono”, não poderiam fazê-lo se fosse respeitada a ética entre os dominadores.   Ética esta que deveria ser respeitada em todo seguimento da vida, mas principalmente dentro do BDSM, pois se a “submissa” está encoleirada e não se comporta como é devido a sua condição, cabe ao Dominador sério, não cortejá-la, negociar com ela ou seja lá que nome se queira dar a isto.   Não importa se este é iniciante ou não, pois educação e ética não escolhe meio para uso, cabe em qualquer ambiente.  
   A moça está ali, fazendo uso do BDSM para justificar sua vontade íntima de se prostituir, contudo, um Dominador sério a orientaria para a conduta correta, ao invés de tirar proveito desta situação, ou mesmo provocá-la, para provar mais a sí mesmo do que aos outros, que ele é o macho garanhão do pedaço.  
   Tem também aqueles “dominadores”, com trocentos anos de prática e nem um dia de consciencia, que simplismente acham que será visto como o garanhão domador do BDSM, amealhando o maior número de portadoras de sua coleira, não importando se a insatisfação destas, que obviamente acontecerá, pois somos antes de tudo, mulheres que queremos ser não somente castigadas, punidas, humilhadas e usadas, mas também amadas, cuidadas, acarinhadas, mimadas e muito mais; se ela ira se deprimir e acabar errando por causa disto.   De modo que a insatisfação destas logo fará com que seu comportamento se torne impróprio de uma submissa, principalmente se ela tiver a personalidade duvidosa e então está feito o vexame do nome do pseudo-dominador, da coleira do “domador” incauto, para dizer o mínimo; que no afã de se auto afirmar como homem e dominador, ajunta o maior número do que chamam ‘peças’ (palavra pela qual jamais fui tratada), num clã-harem que eles chama de canil.
   Termino aqui dizendo que acho que tudo isto só contribui para denegrir o BDSM junto a sociedade, que justifica nestas faltas, a discriminação que tem pelo nosso meio, apesar de estar virando moda, como se fosse uma denotação de “atitude” (aqui referindo-me a gíria dos jovens levianos para denominar a rebelação contra o sistema).   Por isto levanto esta questão, mais uma vez, afim de fazer pensar, pois não sou detentora da verdade, quero apenas expor minha opinião sobre o assunto.
   Sei perfeitamente que a toda regra existem exceções, mas sempre serão isto mesmo, exceções e não uma norma, porque a maioria de nós, em seu íntimo, não quer uma irmã.    Afinal, quem não gostaria de ser exclusiva???   Poucas serão sinceras ao dizer que não gostaria, muito, muito poucas mesmo.

Por: Dorei.



11 fevereiro, 2011

Por que caminhos anda o BDSM?


Por que caminhos anda o BDSM?

Não tenho aqui a intenção de criticar ninguém, mas tem coisa que minha mente não consegue alcançar, talvez seja fruto de minha incapacidade, mas as vezes vejo certas coisas pelo meio BDSM que não consigo entender mesmo.  
   Eu vivo a D/s com o Dono, sem me preocupar com platéia, com o que vão pensar os outros, com termos que ferem a ortografia do meu país, como por exemplo, ‘Dono de mim’.   Não nos preocupamos com o conceito alheio sobre que fazemos da nossa relação SM, porque o que nos importa é que ela seja boa para nós, então ele quer me submeter e me amar, me castigar e me acarinhar, me dar dor enquanto me dá prazer, porque isto me dá prazer, por que dá prazer a ele.   Vivemos isto sem alarde, sem anunciação e sem por o público no meio de nós.   Sem pedir opinião, sem pedir aprovação, sem votação, sem imagens para outros verem, sem nem mais nada que nos evidencie, porque somos egoístas com a nossa relação, porque ele é egoísta com o que possui.  
   Talvez por isto eu não consiga compreender certos comportamentos que observo.
   Realmente acho lindo um texto de declaração de afeto, da submissa pelo Dono e o contrário também, principalmente o contrário, porque submissa se declarando é mais que natural, dificil é ver um Dom de verdade, que ame o que possui, que cuide, que zele, que não divida, que seja egoísta e que não tenha a expectativa de construir um harém de submissas no intuito de se mostrar como o machão, aquele que tem mais de uma submissa, pois no final são todas insatisfeitas, ele não consegue dar mesmo atenção a todas como se deve, como uma mulher, seja ela submissa ou não, merece receber do seu homem, do seu macho.   Um Dominador de verdade, vai muito além do chicote que empunha, da humilhação e do prazer que proporcione, ele quer aquela mulher que para ele é preciosa, guardada, exclusiva, indivisivel.   Ele não a expõe mais do que seja prazeroso para ela.
   Agora tem essa coisa que vejo por aí de expandir os limites indefinidamente.   O que é isto, minha gente?!    Todos temos que ter um limite final, é da natureza humana, embora eles sejam variáveis de acordo com cada indivíduo, mas a expansão deles tem que ter um limiar onde terminar.   A coisa está de um jeito que virou teatro, moda, exposição, promoção do “Dom” por intermédio de seu “harém” que ele chama de canil.    Deus!!!  Sou cadela de luxo então, pois não pertenço a um canil, fico sobre a cama, afagada e castigada sim, mas não durmo no chão enquanto o homem que deveria estar junto a mim dorme na cama, entre outras coisas...  Não tenho “irmãs”, até quero experimentar menage-a-trois, mas sei que não terei uma irmã, já me foi muitas vezes anunciado isto e me sinto feliz de verdade assim.   Me preocupo com o que vejo declarado por muitas submissas, que acreditam mesmo que um homem, só por ser Dominador, seja dono da verdade absoluta, como se elas não fossem capazes de pensar e de julgar se o caminho por onde estão sendo conduzidas é realmente bom para elas.
   Não estou aqui criticando ninguém, apenas tentando fazer pensar um pouco!

Por: Dorei.


06 fevereiro, 2011

Podolatria


Podolatria

   A podolatria é uma das parafilias, sei que muitos do meio não gostam do termo parafilia, mas não se pode falar seriamente de nenhum assunto sem usar os termos corretos.   Muitos porem não sabem que a psicologia moderna já não considera mais, como no tempo de Freud, a parafilia como uma anomalia, salvo nos casos em que isto seja uma obcessão, que o indivíduo só consiga ter prazer desta forma, que contra a vontade ou a vida física ou social dos outros, ou em caso de usar de indivíduos que não têm condições de decidirem por si mesmos, como as crianças e menores, os doentes mentais ou animais.   Mas voltando a podolatria, o podólatra, como é conhecido em Portugal e no Brasil, tem excitação e prazer sexual por pés.   Ver, tocar, lamber, beijar, cheira, massagear, comer alimentos que foram pisados (com higiêne), ser pisado, entre outas práticas envolvendo os pés, é para o podólatra um prazer tão ou mais forte que aquele sentido por nádegas, seios, vaginas, pernas, bocas, olhos...   Talvez pareça estranho a quem não conhece, talvez pareça sujo, mas vamos pensar um pouco...   Depois de bem lavado, higienizado e perfumado, o que seria realmente menos higiênico, os pés ou o ânus?   E realmente é quase unanime entre os homens e também muitas mulheres, o prazer intenso em fazer sexo anal.   Se lembrarmos que os homens primitivos soltavam seus feromonios pela planta dos pés; e ainda soltamos hoje, entre outras partes; veremos que é muito natural que os podólatras se excitem por pés, que tenham fetiche, muito mais do que as nádegas.  
   A podolatria costuma vir acompanhada por todo um contexto, o visual e a higiene são muito importantes.
   Agora sei que vou entrar em um detalhe polêmico, é costume pensar que podólatra é necessariamente um submisso(a), mas isto não é verdade, muitos podólatras sequer são praticantes de sadomasoquismo, contudo existem podólatras Dominadores, o preconceito com estes ainda é grande, num meio onde tudo o que não deveria haver, é preconceito.   A diferença de um podólatra baunilha (não praticante de sadomasoquismo), para o podólatra submisso ou dominador, é a postura, a forma como ele se sente e se posiciona na prática deste fetiche.
   Um podólatra baunilha não se preocupa com rituais, já o submisso(a) sente prazer em se curvar, ser humilhado, de estar sob o domínio daquele a quem ele idolátra os pés naquele momento.   O dominador, encara este fetiche de outro prisma, ele não se curva, não se põe sob domínio e não idolatra os pés de sua posse como um submisso.   Ele a coloca em posição de submissão, muitas vezes a amarra, a prende, de modo a que seus pés fiquem elevados.   Ele não implora por este prazer, porque os pés de sua escrava lhe pertencem, como tudo nela, então ele os toma e usufrui deles como melhor lhe aprouver, com autoridade, com segurança no que está fazendo e em nenhum momento parece estar submetido a ela por lamber, cheira ou beijar os pés de sua escrava, assim como quando é de seu desejo, ele tortura estes mesmos pézinhos, simplesmente por que são dele, do Dono, assim como tudo nela.



Por: Dorei

P.S.:  Confesso que faço um esforço para não pensar apenas como Dominador e submissa, pois sei que existem também as Dommes e os submissos, mas para mim, devido a minha experiência única, é muito difícil.   Peço que me perdoem por isto.

02 fevereiro, 2011

A arte de gostar de mulher


Por Rafael Marti

Ainda nos meus tempos de graduação em jornalismo na Uerj, fui assistir a uma palestra do fotógrafo André Arruda, que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda. Em determinado momento da palestra ele relatava a sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase: "para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher". Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou.
– Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso – afirmou.
O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher são necessários outros requisitos que são raros. Por isso a mulherada anda tão insatisfeita.
Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia, não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente.
Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta o lhe aconteceu no seu dia, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso.
Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Enviar flores para o seu trabalho sem nenhum motivo a não ser o de mais tarde, ver seu sorriso; é de madrugada, quando por qualquer motivo os dois acordam, dizer "eu te amo".
O homem que gosta de mulher, não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo e, é claro, da personalidade.
"Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Morais no poema...Para viver um grande amor. Para amar verdadeiramente uma mulher o homem deve ser totalmente fiel, amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher.
Conquistar o corpo e a alma de uma mulher, é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostam de mulher é que conquistam várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, da atenção, do cuidado, do amor e em última instância, do impenetrável universo feminino. Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas, e sim, deixá-las livres, admirá-las em sua insuperável liberdade.
Uma das músicas com que mais me identifico, é uma em inglês - por incrível que pareça, para um nacionalista e anti-imperialista convicto. É a Have you really loved a woman? do cantor Bryan Adams.
A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer "você já amou realmente uma mulher?". Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dar-lhe apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita. Como se vê, gostar de comer mulher é fácil . Agora, gostar de mulher é dificílimo.
Além da sensibilidade, intuição e percepção, precisa ser macho de verdade para isso. Quem se habilita?

Por:Rafael Martí

Obs.: Texto circulando pela internet em PPS e outros formatos.

Seguidores

AVISO:

As imagens contidas neste blog foram tiradas de sites de busca, estando disponíveis livremente na rede, sem fazer referencia aos autores. Entretamto sem o intuito de usar material de terceiros indevidamente, digo que, caso voce seja autor de alguma delas e deseje que a retire, deixe um comentário e a retirarei ou colocarei os devidos créditos se for da tua vontade.

Atenciosamente;
Dorei Fobofílica.