26 dezembro, 2010

A mulher e seus direitos no mundo




      A mulher consciente de seus direitos, sabe que existe o seu direito de escolher como quer viver, que ela é livre para se submeter se assim desejar, ou não.   A subserviência só é benéfica se for espontânea, mas em países como o Irã (antiga Pérsia), estes direitos são duramente violados e o mundo só começa a ter conhecimento disto, graças a coragem, sabedoria e determinação de Shirin Ebadi, advogada, ex-juíza (primeira iraniana a presidir uma assembléia legislativa no Irã), que junto a todas as outras juízas, teve seu direito de juíza e advogada caçados.   Nem mesmo Deus exige de nós devoção ou seguir seus mandamentos, Ele espera que nasça em nós a vontade, o desejo, porque a Ele também só interessa se for espontâneo, se for pelo coração e nos perdoa sempre pelas nossas inúmeras faltas, Ele não nos condena a morte eterna.  
    Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz em 2003, em lugar do papa João Paulo II, a despeito da doença deste, que prenunciava sua morte eminente, não foi por acaso.  A forma como a mulher muçulmana é submetida em muitos países islâmicos, é uma violação que vai contra tudo aquilo que dentro do BDSM entende-se como São Seguro e Consensual.   Eu, enquanto submissa, até acho belas as roupas, a sujeição e o que é apresentado ao mundo como mulher submetida do islamismo, mas desde o momento que isto não seja de vontade da mulher, que ela esteja sofrendo com isto e que seja dado ao homem o direito absoluto sobre seu corpo e sua vida, dando o direito de tirar-lhe a vida sob apedrejamento, que o governo de Mahmoud Ahmadinejad se dê o direito de condenar a morte por apedrejamento, ou seja, (crime de tortura), não Consensual; e, crime de morte, sem comentar os crimes contra crianças e outros praticados pelo atual governo deste e outros países islâmicos, eu tenho que me manifestar contra.   Não aceito quando a sociedade, leiga que é sobre sadomasoquismo erótico, nos julga e condena sem conhecimento de causa e são eventos como estes ocorridos no Irã e denunciados por Shirin Ebadi que contribuem para um conceito errôneo daquilo que praticamos.   Meu propósito com este blog sempre foi o de tentar desmistificar o que praticamos do que é doentio e condenável e a dominação masculina sobre a mulher iraniana é doentia sim.
   Sei que sou apenas “um beija flor tentando apagar o incêndio da floresta”, mas estou fazendo a minha parte.


P.S.: Sugiro que ver sobre Shirin Ebadi, no blog do milênio.


Por: Dorei Fobofílica.

19 dezembro, 2010

Ser Submissa


   Primeiro, quero explicar que não posso falar sobre submissão masculina, porque não conheço o assunto com propriedade, mas penso que não difere muito da feminina e depois, que o que digo aqui é como me sinto em relação a submissão, não estou fazendo regras, até por que, se sadomasoquismo já é marginalizado, basta de regras, que cada top faça as suas e respeitem as dos demais.
   Há quem diga que existe diferença entre ser submissa e ser escrava, que submissa tem limites e escrava não tem.   Bem, eu acho que dizer que não há limite é muito perigoso, e fico me perguntando para onde vai o SSC (São, Seguro e Consensual)?   Para onde vai a Safeword?   Tem também quem diga que existe diferença entre ser submissa e ser masoquista.   Eu me pergunto se isto realmente tem fundamento, porque penso que a própria subserviência é uma forma de masoquismo, que pode não ser físico, mas quem disse que físico é mais relevante do que psicológico?   Uma seqüela psicológica pode ter conseqüências muito mais devastadoras, mas enfim, vamos considerar a diferença, mas me reservo o direito de pensar o contrário do que dizem, ou seja, penso que toda submissa é masoquista, em diversos graus, mesmo que não curta dor, mas nem toda masoquista se submete, ela apenas aprecia sentir dor.
   Quanto a liturgia a ser seguida por uma submissa, eu já disse mais de uma vez aqui, que não sigo liturgias, não chamo de Sr e Sra a ninguém que não seja meu Dono, mais do que chamaria meu avô, um cidadão idoso e coisa que o valha, não por ser Top, mas meu respeito por todos é evidente, independente da posição que ele ocupe na sociedade, seja ela BDSM ou não.   Para mim, regras a serem seguidas, são as estipuladas pelo Dono, eu sigo as de meu Dono.
   Vejo a submissão como algo muito sério, não adianta fingir que cumpre as regras quando o Top não está monitorando, ele estará satisfeito porque terá feito a parte dele e estará feliz acreditando que você fez a tua, se o botton o está enganando só porque ele não está vigiando de perto aquele detalhe específico, então é hora de pensar se é mesmo isto que se quer da vida.    Não que você tenha que fazer tudo, você pode não conseguir fazer, o que você não pode, é enganar, porque estarás enganando mais a si mesma do que a ele.    Por outro lado, estou aqui falando de detalhes, não de uma relação virtual, pois a acho teatral e frustrante, válida apenas para complementar a relação de quem vive D/s real, que como complemento tem mesmo um sentido interessante, mas sendo exclusivamente virtual, me cheira a encenação teatral e frustração. Nosso corpo precisa de contato, somos animais sociáveis, precisamos de toques, principalmente na D/s, queremos o estalar da mão ou do chicote sobre a pele, não apenas a D/s psicológica.   É por esta razão que as salas de chat SM estão cheias de pessoas mal resolvidas, que não tendo seus desejos plenamente satisfeitos, entram para importunar a vida de quem está ali para trocar impressões sobre o assunto ou encontrar alguém para vir a conhecer e passar a uma possível relação real.
   Dominação psicológica é outro assunto que pretendo vir a abordar com maior atenção depois, mas será mesmo que alguém se submete de verdade sem amor ou sem ser por chantagem?   Eu vejo a submissão sem sentimentos como falsa, como teatralização de uma coisa tão bela e tão forte na vida de quem aprecia e se submete por desejo de submeter-se a quem ama.
   Para mim, ser submissa é uma entrega por escolha, por amor.   Seguir as determinações e servir ao Dono é um prazer; e é este o ponto, prazer.   Quem não quer ter prazer, seja lá como for?   Claro que todos os sentimentos que existem numa relação baunilha estão presentes numa vida de D/s, pois não deixamos de ser humanos quando optamos por este estilo de vida, mas o encaramos sob outro olhar, entretanto ninguém quer ser infeliz, se escolhemos este caminho, é para encontrar a felicidade por meio dele, ainda que tenhamos um preço a pagar, o que as vezes é um pagamento delicioso.  RS
   Me preocupo com as submissas que se dizem masoquistas sem limites, assim como existem dominadores doentios e/ou criminosos, há submisso doentio, não chegam a ser criminosos, a não ser que consideremos por a própria vida em risco, como um crime, mas esta falta absoluta de limite não é saudável, até porque, fico me perguntando que graça tem para um TOP, um escravo que aceita tudo sem ais, sem medos, sem reações?    Não será melhor chicotear uma porta?   Dará no mesmo e custará muito mais barato.  Um dominador pouco experiente pode se deixar levar por uma pessoa que afirma não ter limitações e no afã de ver reações, acabar com um cadáver nas mãos, vale pensar bem no assunto.
   Assim como falei dos Dominadores inconscientes, que dominam sem saberem o que é uma vida SM, mas que são lideres por sua natureza, existem muitas submissas que o são sem o saberem, sem terem conhecimento de causa, porque a subserviência está em sua natureza.   Geralmente toleram o autoritarismo de seus maridos, fecham os olhos para as traições muitas vezes evidentes, são mães zelosas, funcionárias exemplares em cumprir determinações e executar a missão com esmero, e nada ou quase nada disto a faz infeliz, exceto quando ela entra em conflito com os conceitos sociais, religiosos e da educação que teve.
   Por falar em traição, trair é trair, já falei sobre isto em um tema anterior, mas trair é enganar, quem engana não merece confiança, seja ele TOP ou botton, seja na vida baunilha ou não, aliás, enganar na vida SM é ainda pior.   Não vou me estender neste assunto, mas é bom frisar que o engodo não cabe numa relação SM, nenhum tipo de engodo. 
   Hoje vejo muitos Tops afirmando que por ser TOP podem tudo, não é bem assim, a submissa aceita se quiser aceitar, no fim, a escolha é dela, se ela não está satisfeita, se não quer ter irmãs de coleira, não deve aceitar, pois se o fizer será infeliz e a coisa vai desandar cedo ou tarde, as frustrações de uma relação assim, se carrega para o resto da vida.   Se a submissa aceita isto bem, ótimo para os dois, se deseja isto, tanto melhor, mas não deve engolir porque alguém determinou isto como uma das regras BDSM, regras são entre o Top e o Botton, as regras dos outros são para os outros, o que quero é ser feliz e creio que seja o desejo de todos nesta vida.



Por: Dorei Fobofílica.

05 dezembro, 2010

Ser Dominador

   As pessoas nascem com grande parte do código genético e psicológicos já estabelecidos e liderar é um ‘dom’ doado por Deus.  Sei que parece muito interessante estar na posição de liderança, mas não é para todos, alguns nascem para seguir regras e são felizes assim.   A pessoa nasce para dominar e faz isto com grande facilidade, ela não precisa se esforçar, atrai as pessoas para si como um imã, pelo simples fato de que estar sob seu domínio é um deleite, não um sacrifício.  

   Há em toda parte aqueles que pensem que para liderar é preciso ser estúpido, xingar, humilhar, ferir física e emocionalmente, ser rude e mal educado, claro estas pessoas são no mínimo mal informadas, para não dizer que são incultas e mal resolvidas e nunca serão lideres de verdade.

   Ser um líder, além de ser um ‘dom’, implica em muitas responsabilidades, porque aquele que está sob seu comando só precisa seguir ordens e sentir prazer com isto, sem se preocupar com o restante.   O Dominante, além de gostar de ser o que é, deve fazer isto de modo a que todos sob seu comando também se agradem disto, deve preservar a integridade física e emocional do subjugado e dependendo de tipo de liderança, sim porque ser líder não é só no BDSM, um líder nato é líder em casa, no trabalho, em reuniões com amigos, isto acontece sem que se faça esforço para isto,  mas se for no SM, ele tem que estar preocupado muito mais ainda com o psicológico, físico e social do subjugado, estar certo de que está sendo bom para ambos e se acaso o subjugado for masoquista e o líder um sádico, tudo isto torna-se mais sério, as responsabilidades são grandes, não é para quem quer, é para quem é capaz.   Um líder nunca é um burro, mesmo que não seja letrado, ele é sábio por natureza.

   Um ‘pseudo dominador’, que humilha em qualquer lugar, expõe a pessoa no meio social e familiar, grita (porque gritos são tentativas toscas de auto afirmação), que machuca fisicamente (não estou  falando de sutura, hematomas e afins previamente acordado entre as partes e de desejo do masoquista), este indivíduo é um sádico doentio e perigoso, se não for um criminoso, mas certamente tem potencial para ser.

   Na tentativa às vezes desesperada de encontrar um Dono as submissas caem nas mãos de sujeitos assim, estão por aí aos montes, principalmente agrupados em chats, fazendo visitas diárias por não conseguirem melhor forma de tentar ser líder, no chat é tudo muito fácil, as pessoas entram ali propensas a obedecer.   Quero ver ser líder num meio comum, onde não há regras BDSM, onde não se impõe tratamento litúrgico de ser chamado de Sr, Mestre, Dono, Lord, Sir e coisa que o valha.   Ser líder no trabalho, mesmo que não esteja com o posto de chefe, em casa com a família, na rua com os amigos, tudo isto sem ser pré determinado, sem esforço, mas pela simples força de sua natureza que atrai os que o cercam por se sentirem felizes junto dele e que se submetem sem se darem conta disto.

   Quando um Dominador recebe uma submissa como sua, deve não somente preservar sua saúde física, mas também a psicológica, insisto nisto porque aí estão detalhes importantes, ele precisa dar a atenção que ela precisa, arranjar tempo para estar com ela, fazê-la se sentir querida sim, amada sim, desejada sim.   Porque não?   Isto é fundamental para que ela queira se submeter a ele, para que a submissão a ele seja algo bom e desejado por ela.   Não importa o que ele vai fazer para suprir as necessidades dela, se ele assumiu uma submissa, tem que dispensar o tempo necessário para ela, dentro de um bom senso, claro, ele, assim como ela, têm família, trabalho, vida social, mas nada disto impede que ele faça contatos diários com ela, por telefone, pela internet e que faça contatos fiscos com ela ao menos uma vez por semana, que não somente a leve para sessões, mas que namore esta fêmea, que a leve a outros lugares, como cinema, encontros sociais ou o que valha, que não dê na alcova apenas castigos (estes desde que ela também deseje), mas que faça amor com ela, que a faça se sentir fêmea.   Por exemplo: um dominador que receba sexo oral da submissa e não faça o mesmo nela alegando que dominador não faz isto, é um boçal, um sujeito egoísta e este é apenas um pequeno detalhe entre tantos que ocorrem.   Este idiota jamais conseguirá submeter uma submissa consciente do que é ser submissa e fêmea, consciente do que é um verdadeiro Dominador.

   Ser Dominador não é ser uma pessoa conhecida como tal no meio BDSM, nada disto, fama não faz o líder, neste mundo está cheiro de verdadeiros Dominadores que sequer sabem o que é BDSM, que nunca ouviram falar em ter uma escrava sexual (que é para ser usada e amada), que não fazem a menor idéia deste mundo, mas que vivem no comando em suas vidas porque este foi um ‘dom’ que receberam de Deus e ponto final.   Chega de achar que só se pode encontrar a felicidade de se submeter procurando nos ciclos BDSM, uma submissa pode encontrar um Dominador nato na vida comum e sutilmente fazê-lo descobrir as regras BDSM e SSC.   Tenho certeza que esta sim encontrará muito mais felicidade, num homem que a dominará e a amará.



Por: Dorei Fobof[ilica

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