29 outubro, 2010

DOREI - SHIBARI - BONDAGE







SHIBARI
arte japonesa
dominação erótica




 Devido às mudanças sócio-cultariais ocorridas no Japão no Período Edo (1603 – 1867), o papel dos samurais profissionais deixou de ser relevante e estes, sem ter o que fazer, passavam o tempo bebendo, jogando e fazendo sexo.   Enfastiados com esta rotina errante, passaram a perverter as praticas sexuais, imobilizando consensualmente suas parceiras com cordas.   Em 1908, o japonês Ito Seiu ao estudar gravuras e textos literários que abordavam essas práticas sexuais decadentes, resolveu metabolizar e regulamentá-las, criando, assim, a Shibari (verbo da língua japonesa que significa “amarrar”): técnica de imobilização de parceiras (os) sexuais para finalidades erótica.
   Segindo as regras instituídas por Ito, a pratica da shibari requer uso de cordas de fibras de cânhamo que variam de 6 a 8 mm e, principalmente, o consentimento daquela (o) que é amarrada (o).   Portanto, deve ser prazeroso tanto para o “líder” (aquele que amarra) como para o “subjugado” (aquele que é amarrado), onde a domnação é apenas simbólica.   Nos anos 60 os ocidentais começaram a conhecer a shibari através de fotos e revistas japonesas (a internet ainda não existia) e, impressionados com seu forte apelo erótico, incorporaram-se ao universo da bondage (servidão ou escravidão, em inglês), onde até então só se usavam algemas, correntes, grilhões e outros apetrechos metálicos.

   No Japão, é comum ocorrerem performances de shibari direcionados para adultos, praticantes ou não onde o público pode interagir com o mestre, ou seja, pessoas voluntárias podem ser amarradas artisticamente, se assim quiserem.

  

A profissional que faz o papel de “subjugada” nas performances dos mestres é chamada de dorei (escrava ou serviçal em japonês) e, como atriz dramática que é, simula uma servidão imaginária ao mestre, despertando fantasias eróticas na platéia masculina.

   Deve ser ressaltado que a shibari  tem a finalidade de imobilização consentida de parceiras (os) com cordas para “aquecer a temperatura” antes do ato sexual, caracterizando-se, assim, como uma mera “brincadeira à dois de adultos”, contrastando com a bondage que, por ser baseada nos métodos de tortura praticados pelos agentes da Inquisição na Europa Medieval cristã, com a finalidade de obter confissões de paganismo e praticas anti-cristãs (bruxaria), prega que o dominador aplique um castigo físico leve (chicotadas, tapas, etc) e mental (medo psicológico por estar vendado e/ou amordaçado) o dominado para, assim, obter o prazer idealizado pelo Marques de Sade.




Dorei

(Do japonês: “Dorei”. Tradução aproximada: escrava).  Nome dado à mulher submetida ao Shibari (Ver: Shibari).

Praticante passiva de Shibari.

28 outubro, 2010

O QUE É FOBOFILIA










Fobofilia é uma prafilia pouco conhecida, fobia = medo; filia = przer/amor (prazer através do medo).   Trata-se de uma parafilia pouco conhecida.



parafilia | s. f.

Designação genérica para comportamentos sexuais que se desviam do que é geralmente aceite pelas convenções sociais, podendo englobar comportamentos muito diferentes e com diferentes graus de aceitabilidade social....


   A psicologia Freudiana condenava todas as parafilias, tratando-as como desvio de conduta mental, mas atualmente isto foi revisto e a psicologia moderna não encara mais as parafilias desta forma.   Para os psicólogos modernos, uma parafilia só é vista como anormalidade no caso de ser a única forma em que o indivíduo sente prazer, ou quando põe a própria vida ou saúde e/ou a dos outros em risco.   Caso contrário é apenas uma outra forma de ter prazer sexual e se for SSC (São, Seguro e Consensual), é encarado como algo normal.   Entretanto há quem diga que na cama ninguém é normal e que se conhecêssemos a vida sexual das pessoas, ninguém se cumprimentava na rua.
FOBOFILIA:   Fobofilia pode ser uma delícia, muitos sentem excitação com o medo, aliás, dentro das práticas sadomasoquistas, todos vivemos este prazer ao menos em pequena escala, sejam submissos ou dominadores, afinal, o medo de cometer um erro com o submisso em seu poder durante uma sessão não deixa de ser uma excitação para o dominador.   Porém é o submisso que fica com a melhor parte quando tudo funciona.   Mas fobofílico mesmo é aquele que obtém orgasmos por meio desta sensação de medo, seja durante a ação ou imediatamente o término dela.
    É preciso salientar que não existem duas pessoas idênticas, o mesmo se dá com os medos de cada um, não são iguais nem mesmo dentro do mesmo indivíduo, uma pessoa que sente medo, sente medo de diversas formas, e seus medos não são sempre prazerosos, é preciso que o dominador conheça profundamente o submisso e tenha grande conhecimento de sua história de vida, que saiba definir o que será prazeroso e o que pode causar uma seqüela mental que pode ser irreversível, fobofilia é uma parafilia que inevitavelmente passa pela dominação psicológica intensa.   Alguns sentem prazer além do medo, quando sentem ódio, mas isto pode passar do limite e o limiar entre o que é bom e o que é ruim é tênue.   O pavor além do limite, pode desencadear uma reação perigosa, se a pessoa dominada estiver solta, pode atacar o dominador e se estiver presa, pode ficar com grave seqüela mental, mesmo solta a seqüela mental pode ocorrer.
   Falando dos medos, há quem tenha medo de escuro e os que o adoram, há quem tenha medo de ficar confinado e os que adoram, então medo é uma coisa pessoal, não vale comparação.
   Se você se identifica como fobofilico, pesquise e estude para se conhecer bem!

Obs.: É preciso ressaltar que o que é bom no medo, é a ameaça e não a execução do ato. 





Por Dorei Fobofílica. 

LITURGICOS E NÃO LITURGICOS NO CHAT






 Partindo do óbvio, que o sadomasoquismo já é discriminado demais pela sociedade, não precisamos de mais discriminações entre nós, mas é o que mais acontece.   No chat, onde se encontram muitos litúrgicos metidos a ditadores de regras, vem aqueles tais donos da verdade absoluta, dizer como os outros, principalmente nós as submissas, como devemos nos comportar.   Ora veja!   Nunca vi nada mais ridículo do que ditadores num meio como o sadomasoquista.   Regras devem ser feitas entre os respectivos pares, o Top determina como seu botton deve agir e ponto final.

   É claro, não sigo nenhuma liturgia e respeito quem as segue, afinal, é o respeito as escolhas dos outros que deveria prevalecer neste mundo tão restrito e marginalizado, talvez assim conseguíssemos mostrar a sociedade que existe o sodomasoquismo erótico que nada tem de criminoso.

   Falemos do chat; as submissas em suas coleiras virtuais, que também já usei um dia, nada as impede de quando queiram, entrarem no chat não identificadas, a mesma coisa está para os dominadores, nada os impede de usar vários nicknames.   Muitas submissas que conheço, entram no chat com outros pseudônimos para ver se são assediadas  por seis Donos, e alguns dominadores entram com diversos pseudônimos, porque se dizem seguidores da política de só ter uma escrava e na verdade dá um nickmane diferente para cada uma de suas escravas.    Visto isto, pessoalmente tudo me parece muito teatral.

   Pelos chats também vejo o comportamento que reafirmo, respeito, mas que aos meus olhos é estranho, refiro-me a submissos chamando a todos os dominadores (nem todos merecem o título que ostentam) de senhor e senhora.

Os switches como ficam nesta história?   São senhores ou não?   Eu fico bestificada, muitas vezes me parece que o submisso é de todos, pois a todos ele chama de senhor, quando acho que isto é um tratamento tão especial, que deveria ser exclusivo de seu Dono ou Dona.    De toda forma, é o desejo deles, ou suponho que seja, só nos cabe aceitar e respeitar, o que não dá direito a ninguém, de impor regras de liturgia escrita sei lá por quem e nem me interessa, aqueles que não são litúrgicos.   Gostaria de saber se tem um manual de comportamento registrado             que determine ser obrigatório este tipo de comportamento em chat SM.    Fala sério!

   Quando um fanático vem a mim tentando impor suas regras, fico muito preocupada, sinto ali o cheiro de um possível fanático psicopata entre nós, aquele tipo perigoso que comete atos de violência física e psicológica sem que seja SSC (são, seguro e consensual), e é disto que quero tratar, que os chats não são lugar para efetivamente fechar um compromisso de relacionamento, que é mais um meio para se trocar impressões, por isto, mesmo sabendo que se corre o risco de ter parte de nossa vida exposta se não for tomado o devido cuidado, eu sempre procuro falar em aberto, porque entro no chat para trocar conhecimento e para me divertir com amigos além de ver boas imagens do assunto, quando elas aparecem.   Não estou dizendo que não há possíbildade de encontrar alguém interessante, mas não é o lugar para fechar isto como certo e partir direto para um encontro a sós, seria uma irresponsabilidade, mas é sim um bom lugar para se fazer uma pré seleção e tomar cuidado com os fanáticos, com os ignorantes que nos abordam com tamanha ignorância nos chamando de nomes pejorativos, como se o chat fosse lugar para isto, mas esta é uma outra história que abordo da próxima vez.

   Para finalizar, liturgia BDSM só é boa para quem aprecia, não determina se o sujeito é praticante o fato de ele não ser litúrgico, ao contrário, o não litúrgico pode muitas vezes, ter os pés mais dentro da realidade daquilo que pratica do que os que o são.   E chat não é harém de escravas onde todos são donos e podem por suas tantas e diversas regras.


Por Dorei Fobofílica


26 outubro, 2010

BDSM, sim!!! Violência sexual, jamais!




   
BDSM SIM!  VIOLÊNCIA SEXUAL, JAMAIS!!



Quero aqui por minha opinião sobre o modo como alguns vivem o SM, muitos tratam o sadomasoquismo como uma desculpa para se prostituírem, como se a servidão desse direito ao Dono de tratar sua "propriedade" como se ela fosse uma coisa qualquer, a qual ele pode emprestar como se fosse um trapo velho e não um bem precioso. Em nome do SM ou BDSM, eles emprestam, alugam, compartilham... São verdadeiros cafetões! AS submissas ou escravas, ou são pessoas inocentes e de mentalidade frágil (pra dizer o mínimo), ou aproveitam-se do BDSM para se prostituírem porque este é o seu verdadeiro desejo.

Digo que é por causa deste tipo de comportamento é que as submissas são confundidas com prostitutas, por causa deste comportamento, que creio seja da minoria, é que o sadomasoquismo não é levado a sério como merece ser levado pela sociedade.


_ Quanto aos pseudo dominadores, que usam o sadomasoquismo para justificar seus desejos de violência sexual criminosa, só posso lamentar ainda mais, pois a sociedade se confunde e não tem esclarecimento da mídia, como deveria ter de forma correta, com isto não consegue definir entre um sádico/masoquista sexual doentio e/ou criminoso e um sádico/masoquista erótico.    Este faz uso de suas fantasias sexuais de forma Sã, Segura e Consensual, além de também encontrar satisfação no sexo convencional.   Muitos programas exibidos pela mídia paga (via cabo ou satélite), simplesmente generalizam tudo e colocam todos na mesma categoria.   Desta forma os muitos sádicos/masoquistas eróticos se vêm lamentavelmente marginalizados.
Os sádicos doentios e/ou criminosos, aproveitam-se do fetiche sadomasoquista para darem asas aos seus desejos insanos, justificando agressões contra suas vítimas que muitas vezes foram dominadas psicologicamente por terem a natureza masoquista erótica, mas não terem o devido e merecido conhecimento do que é o sadomasoquismo sadio, feito de forma SÃ (sem prejuízo a saúde), SEGURA(sem risco de vida ou da moral social do indivíduo) e principalmente CONSENSUAL (com consentimento do  parceiro).
É preciso que haja maior esclarecimento e divulgação do que é o sadomasoquismo erótico, praticado para o prazer de ambos, mesmo sendo exótico para os padrões impostos pela sociedade, mas que traz felicidade e plenitude sexual aos seus praticantes, para que os iniciantes na prática tenham condições de identificar um praticante de sadomasoquismo são de um doente e/ou criminoso e não sofra agressões físicas e psicológicas e até mesmo corram risco de vida.

Por: Dorei Fobofílica.



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