26 dezembro, 2010

A mulher e seus direitos no mundo




      A mulher consciente de seus direitos, sabe que existe o seu direito de escolher como quer viver, que ela é livre para se submeter se assim desejar, ou não.   A subserviência só é benéfica se for espontânea, mas em países como o Irã (antiga Pérsia), estes direitos são duramente violados e o mundo só começa a ter conhecimento disto, graças a coragem, sabedoria e determinação de Shirin Ebadi, advogada, ex-juíza (primeira iraniana a presidir uma assembléia legislativa no Irã), que junto a todas as outras juízas, teve seu direito de juíza e advogada caçados.   Nem mesmo Deus exige de nós devoção ou seguir seus mandamentos, Ele espera que nasça em nós a vontade, o desejo, porque a Ele também só interessa se for espontâneo, se for pelo coração e nos perdoa sempre pelas nossas inúmeras faltas, Ele não nos condena a morte eterna.  
    Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz em 2003, em lugar do papa João Paulo II, a despeito da doença deste, que prenunciava sua morte eminente, não foi por acaso.  A forma como a mulher muçulmana é submetida em muitos países islâmicos, é uma violação que vai contra tudo aquilo que dentro do BDSM entende-se como São Seguro e Consensual.   Eu, enquanto submissa, até acho belas as roupas, a sujeição e o que é apresentado ao mundo como mulher submetida do islamismo, mas desde o momento que isto não seja de vontade da mulher, que ela esteja sofrendo com isto e que seja dado ao homem o direito absoluto sobre seu corpo e sua vida, dando o direito de tirar-lhe a vida sob apedrejamento, que o governo de Mahmoud Ahmadinejad se dê o direito de condenar a morte por apedrejamento, ou seja, (crime de tortura), não Consensual; e, crime de morte, sem comentar os crimes contra crianças e outros praticados pelo atual governo deste e outros países islâmicos, eu tenho que me manifestar contra.   Não aceito quando a sociedade, leiga que é sobre sadomasoquismo erótico, nos julga e condena sem conhecimento de causa e são eventos como estes ocorridos no Irã e denunciados por Shirin Ebadi que contribuem para um conceito errôneo daquilo que praticamos.   Meu propósito com este blog sempre foi o de tentar desmistificar o que praticamos do que é doentio e condenável e a dominação masculina sobre a mulher iraniana é doentia sim.
   Sei que sou apenas “um beija flor tentando apagar o incêndio da floresta”, mas estou fazendo a minha parte.


P.S.: Sugiro que ver sobre Shirin Ebadi, no blog do milênio.


Por: Dorei Fobofílica.

19 dezembro, 2010

Ser Submissa


   Primeiro, quero explicar que não posso falar sobre submissão masculina, porque não conheço o assunto com propriedade, mas penso que não difere muito da feminina e depois, que o que digo aqui é como me sinto em relação a submissão, não estou fazendo regras, até por que, se sadomasoquismo já é marginalizado, basta de regras, que cada top faça as suas e respeitem as dos demais.
   Há quem diga que existe diferença entre ser submissa e ser escrava, que submissa tem limites e escrava não tem.   Bem, eu acho que dizer que não há limite é muito perigoso, e fico me perguntando para onde vai o SSC (São, Seguro e Consensual)?   Para onde vai a Safeword?   Tem também quem diga que existe diferença entre ser submissa e ser masoquista.   Eu me pergunto se isto realmente tem fundamento, porque penso que a própria subserviência é uma forma de masoquismo, que pode não ser físico, mas quem disse que físico é mais relevante do que psicológico?   Uma seqüela psicológica pode ter conseqüências muito mais devastadoras, mas enfim, vamos considerar a diferença, mas me reservo o direito de pensar o contrário do que dizem, ou seja, penso que toda submissa é masoquista, em diversos graus, mesmo que não curta dor, mas nem toda masoquista se submete, ela apenas aprecia sentir dor.
   Quanto a liturgia a ser seguida por uma submissa, eu já disse mais de uma vez aqui, que não sigo liturgias, não chamo de Sr e Sra a ninguém que não seja meu Dono, mais do que chamaria meu avô, um cidadão idoso e coisa que o valha, não por ser Top, mas meu respeito por todos é evidente, independente da posição que ele ocupe na sociedade, seja ela BDSM ou não.   Para mim, regras a serem seguidas, são as estipuladas pelo Dono, eu sigo as de meu Dono.
   Vejo a submissão como algo muito sério, não adianta fingir que cumpre as regras quando o Top não está monitorando, ele estará satisfeito porque terá feito a parte dele e estará feliz acreditando que você fez a tua, se o botton o está enganando só porque ele não está vigiando de perto aquele detalhe específico, então é hora de pensar se é mesmo isto que se quer da vida.    Não que você tenha que fazer tudo, você pode não conseguir fazer, o que você não pode, é enganar, porque estarás enganando mais a si mesma do que a ele.    Por outro lado, estou aqui falando de detalhes, não de uma relação virtual, pois a acho teatral e frustrante, válida apenas para complementar a relação de quem vive D/s real, que como complemento tem mesmo um sentido interessante, mas sendo exclusivamente virtual, me cheira a encenação teatral e frustração. Nosso corpo precisa de contato, somos animais sociáveis, precisamos de toques, principalmente na D/s, queremos o estalar da mão ou do chicote sobre a pele, não apenas a D/s psicológica.   É por esta razão que as salas de chat SM estão cheias de pessoas mal resolvidas, que não tendo seus desejos plenamente satisfeitos, entram para importunar a vida de quem está ali para trocar impressões sobre o assunto ou encontrar alguém para vir a conhecer e passar a uma possível relação real.
   Dominação psicológica é outro assunto que pretendo vir a abordar com maior atenção depois, mas será mesmo que alguém se submete de verdade sem amor ou sem ser por chantagem?   Eu vejo a submissão sem sentimentos como falsa, como teatralização de uma coisa tão bela e tão forte na vida de quem aprecia e se submete por desejo de submeter-se a quem ama.
   Para mim, ser submissa é uma entrega por escolha, por amor.   Seguir as determinações e servir ao Dono é um prazer; e é este o ponto, prazer.   Quem não quer ter prazer, seja lá como for?   Claro que todos os sentimentos que existem numa relação baunilha estão presentes numa vida de D/s, pois não deixamos de ser humanos quando optamos por este estilo de vida, mas o encaramos sob outro olhar, entretanto ninguém quer ser infeliz, se escolhemos este caminho, é para encontrar a felicidade por meio dele, ainda que tenhamos um preço a pagar, o que as vezes é um pagamento delicioso.  RS
   Me preocupo com as submissas que se dizem masoquistas sem limites, assim como existem dominadores doentios e/ou criminosos, há submisso doentio, não chegam a ser criminosos, a não ser que consideremos por a própria vida em risco, como um crime, mas esta falta absoluta de limite não é saudável, até porque, fico me perguntando que graça tem para um TOP, um escravo que aceita tudo sem ais, sem medos, sem reações?    Não será melhor chicotear uma porta?   Dará no mesmo e custará muito mais barato.  Um dominador pouco experiente pode se deixar levar por uma pessoa que afirma não ter limitações e no afã de ver reações, acabar com um cadáver nas mãos, vale pensar bem no assunto.
   Assim como falei dos Dominadores inconscientes, que dominam sem saberem o que é uma vida SM, mas que são lideres por sua natureza, existem muitas submissas que o são sem o saberem, sem terem conhecimento de causa, porque a subserviência está em sua natureza.   Geralmente toleram o autoritarismo de seus maridos, fecham os olhos para as traições muitas vezes evidentes, são mães zelosas, funcionárias exemplares em cumprir determinações e executar a missão com esmero, e nada ou quase nada disto a faz infeliz, exceto quando ela entra em conflito com os conceitos sociais, religiosos e da educação que teve.
   Por falar em traição, trair é trair, já falei sobre isto em um tema anterior, mas trair é enganar, quem engana não merece confiança, seja ele TOP ou botton, seja na vida baunilha ou não, aliás, enganar na vida SM é ainda pior.   Não vou me estender neste assunto, mas é bom frisar que o engodo não cabe numa relação SM, nenhum tipo de engodo. 
   Hoje vejo muitos Tops afirmando que por ser TOP podem tudo, não é bem assim, a submissa aceita se quiser aceitar, no fim, a escolha é dela, se ela não está satisfeita, se não quer ter irmãs de coleira, não deve aceitar, pois se o fizer será infeliz e a coisa vai desandar cedo ou tarde, as frustrações de uma relação assim, se carrega para o resto da vida.   Se a submissa aceita isto bem, ótimo para os dois, se deseja isto, tanto melhor, mas não deve engolir porque alguém determinou isto como uma das regras BDSM, regras são entre o Top e o Botton, as regras dos outros são para os outros, o que quero é ser feliz e creio que seja o desejo de todos nesta vida.



Por: Dorei Fobofílica.

05 dezembro, 2010

Ser Dominador

   As pessoas nascem com grande parte do código genético e psicológicos já estabelecidos e liderar é um ‘dom’ doado por Deus.  Sei que parece muito interessante estar na posição de liderança, mas não é para todos, alguns nascem para seguir regras e são felizes assim.   A pessoa nasce para dominar e faz isto com grande facilidade, ela não precisa se esforçar, atrai as pessoas para si como um imã, pelo simples fato de que estar sob seu domínio é um deleite, não um sacrifício.  

   Há em toda parte aqueles que pensem que para liderar é preciso ser estúpido, xingar, humilhar, ferir física e emocionalmente, ser rude e mal educado, claro estas pessoas são no mínimo mal informadas, para não dizer que são incultas e mal resolvidas e nunca serão lideres de verdade.

   Ser um líder, além de ser um ‘dom’, implica em muitas responsabilidades, porque aquele que está sob seu comando só precisa seguir ordens e sentir prazer com isto, sem se preocupar com o restante.   O Dominante, além de gostar de ser o que é, deve fazer isto de modo a que todos sob seu comando também se agradem disto, deve preservar a integridade física e emocional do subjugado e dependendo de tipo de liderança, sim porque ser líder não é só no BDSM, um líder nato é líder em casa, no trabalho, em reuniões com amigos, isto acontece sem que se faça esforço para isto,  mas se for no SM, ele tem que estar preocupado muito mais ainda com o psicológico, físico e social do subjugado, estar certo de que está sendo bom para ambos e se acaso o subjugado for masoquista e o líder um sádico, tudo isto torna-se mais sério, as responsabilidades são grandes, não é para quem quer, é para quem é capaz.   Um líder nunca é um burro, mesmo que não seja letrado, ele é sábio por natureza.

   Um ‘pseudo dominador’, que humilha em qualquer lugar, expõe a pessoa no meio social e familiar, grita (porque gritos são tentativas toscas de auto afirmação), que machuca fisicamente (não estou  falando de sutura, hematomas e afins previamente acordado entre as partes e de desejo do masoquista), este indivíduo é um sádico doentio e perigoso, se não for um criminoso, mas certamente tem potencial para ser.

   Na tentativa às vezes desesperada de encontrar um Dono as submissas caem nas mãos de sujeitos assim, estão por aí aos montes, principalmente agrupados em chats, fazendo visitas diárias por não conseguirem melhor forma de tentar ser líder, no chat é tudo muito fácil, as pessoas entram ali propensas a obedecer.   Quero ver ser líder num meio comum, onde não há regras BDSM, onde não se impõe tratamento litúrgico de ser chamado de Sr, Mestre, Dono, Lord, Sir e coisa que o valha.   Ser líder no trabalho, mesmo que não esteja com o posto de chefe, em casa com a família, na rua com os amigos, tudo isto sem ser pré determinado, sem esforço, mas pela simples força de sua natureza que atrai os que o cercam por se sentirem felizes junto dele e que se submetem sem se darem conta disto.

   Quando um Dominador recebe uma submissa como sua, deve não somente preservar sua saúde física, mas também a psicológica, insisto nisto porque aí estão detalhes importantes, ele precisa dar a atenção que ela precisa, arranjar tempo para estar com ela, fazê-la se sentir querida sim, amada sim, desejada sim.   Porque não?   Isto é fundamental para que ela queira se submeter a ele, para que a submissão a ele seja algo bom e desejado por ela.   Não importa o que ele vai fazer para suprir as necessidades dela, se ele assumiu uma submissa, tem que dispensar o tempo necessário para ela, dentro de um bom senso, claro, ele, assim como ela, têm família, trabalho, vida social, mas nada disto impede que ele faça contatos diários com ela, por telefone, pela internet e que faça contatos fiscos com ela ao menos uma vez por semana, que não somente a leve para sessões, mas que namore esta fêmea, que a leve a outros lugares, como cinema, encontros sociais ou o que valha, que não dê na alcova apenas castigos (estes desde que ela também deseje), mas que faça amor com ela, que a faça se sentir fêmea.   Por exemplo: um dominador que receba sexo oral da submissa e não faça o mesmo nela alegando que dominador não faz isto, é um boçal, um sujeito egoísta e este é apenas um pequeno detalhe entre tantos que ocorrem.   Este idiota jamais conseguirá submeter uma submissa consciente do que é ser submissa e fêmea, consciente do que é um verdadeiro Dominador.

   Ser Dominador não é ser uma pessoa conhecida como tal no meio BDSM, nada disto, fama não faz o líder, neste mundo está cheiro de verdadeiros Dominadores que sequer sabem o que é BDSM, que nunca ouviram falar em ter uma escrava sexual (que é para ser usada e amada), que não fazem a menor idéia deste mundo, mas que vivem no comando em suas vidas porque este foi um ‘dom’ que receberam de Deus e ponto final.   Chega de achar que só se pode encontrar a felicidade de se submeter procurando nos ciclos BDSM, uma submissa pode encontrar um Dominador nato na vida comum e sutilmente fazê-lo descobrir as regras BDSM e SSC.   Tenho certeza que esta sim encontrará muito mais felicidade, num homem que a dominará e a amará.



Por: Dorei Fobof[ilica

27 novembro, 2010

Fidelidade ou Lealdade? Somos monogâmicos?




  Se considerarmos que fidelidade e lealdade não têm o mesmo significado, se pensarmos que fidelidade é ter um relacionamento monogâmico e que lealdade é ser sempre franco e honesto com seu par, verificaremos que ser fiel é também ser leal e monogâmico, mas ser leal é ser humano e sincero.    Ser leal não é ser fiel, é ser verdadeiro.

   Monogamia no reino animal é coisa rara, mais ainda entre os mamíferos; e das quase 300 espécies de primatas conhecidas, apenas 6% são monogâmicos, a exemplo do gibão, que está em franca extinção.   Os humanos não são naturalmente monogâmicos, apenas têm períodos onde se mantêm neste estado.   A natureza, afim de garantir a continuidade das espécies, selecionou entre os mais bem sucedidos os polígamos como nós.   Monogamia de verdade, é ser como os cetáceos (baleias e golfinhos), algumas aves psitaciformes (araras, papagaios), Sphenisciformes (pingüins) e outros poucos, que passam a vida inteira com um único par e não se unem a outro quando seu parceiro morre.   Nós não somos forjados para isto, o que não justifica sermos promíscuos.
   Desde a infância somos induzidos a pensar que somos capazes de sermos fiéis o tempo todo através de contos de fadas; a religião, a sociedade e até a política nos cobram este comportamento, mas isto não acontece de verdade, costumamos ser hipócritas, sejamos leais com nossos pares e conosco.   Sejamos LEAIS!   Muitas vezes a mulher consegue ter um comportamento de fidelidade e raras vezes o homem também, mas isto não é natural e comportamento de fidelidade não inclui pensamentos e ausência de frustrações.
   Sou pró lealdade, penso que podemos e devemos ser francos com nossos parceiros, claro, a maioria de nós não está preparada para esta realidade, prefere fazer as coisas ‘por baixo da mesa’, fingir que não percebe, que não acontece.  
   Nós mulheres temos uma certa vantagem, conseguimos nos adequar melhor ao conceito da fidelidade, já a natureza caçadora do homem torna tudo mais difícil para eles em se enquadrarem ao sistema hipócrita, principalmente com a cobrança da mulher para este comportamento.    Vai longe o tempo em que eu acreditava em fidelidade, hoje dou e exijo lealdade.   Lealdade significa ser honesto e confiável, está totalmente em conformidade com o BDSM e o SM, que é um conceito de relacionamento onde não cabe a mentira, o engodo, sejamos honestos consigo mesmo e com nosso parceiro.   
   Isto não quer dizer que não há amor, muito pelo contrário, podemos amar e mais de uma pessoa por vez, somos capazes disto; basta pensar em nossos filhos, nossos pais, parentes e amigos.   Não deixamos de amar a um filho em detrimento de outro, são apenas amores diferentes, porque são pessoas diferentes.   É importante frisar que amor não se mede, ama-se e ponto.
   Poder ser leal é um privilégio de poucos, me considero felizarda neste sentido e espero que algum dia a humanidade alcance este entendimento sobre si mesma de forma generalizada, que não sejam apenas casos pontuais.  
   Quero ressaltar que não há relacionamento BDSM ou SM saudável sem confiança, portanto dentro dele há de haver lealdade, esqueçamos o conceito de ser fiel para poder abraçar a lealdade e conquistar a confiança.

Por Dorei Fobofílica.



18 novembro, 2010

DOMINAÇÃO/submissão (dans l'amour)


   Dominar é uma arte, submeter-se é um encantamento!  Dominador(a), muitos querem ser, mas liderar é um ‘dom’, a pessoa nasce ou não com ele, não é uma arte adquirida, é apenas aprimorada.  Não me refiro a berros, palavras de baixo nível, estupidez, falta de educação e gentileza, muito menos de inteligência, pois um líder (dominador), deve ter todos estes atributos por natureza, não me refiro a conhecimento literário, mas inteligência nata.   O mesmo está para a parte que se submete, submeter-se não é se deixar subjugar pela falta de opção, se deixar ferir na alma por não ter outra saída e com isto guardar dentro de si rancores, isto não é submeter-se consensualmente; e, não há BDSM ou SM sem esta predisposição a dar-se, mas dar-se só é verdadeiro e intenso, quando há sentimentos entre as partes, uma submissa de verdade, está escravisada pelo amor ao Dono; o mesmo está para o Dominador, ele só consegue esta devoção plena de uma mulher, se a faz sentir-se amada.   Sei que muita gente pensa diferente disto, mas penso que o ‘dono’ que não ama jamais cuidará tão bem de sua propriedade, pois o mesmo se dá com objetos, cuidamos com maior apreço quanto mais eles nos são queridos e isto independe do valor econômico que eles tenham. Não creio em submissão verdadeira sem paixão.   Tudo isto para mim é mera encenação teatral, que pode agradar a muitos, mas que não denota uma D/s de fato, intensa, real.   É como fazer sexo com quem não significa nada, é insípido.

   Pode ser que este tipo de pseudo D/s tenha valor para quem não tem nada melhor, que viva de ilusões, pode ter valor para quem só conhece Dominação/submissão virtual.   Eu me pergunto como ficam as emoções e o psicológico destas pessoas, que tudo o que possuem para satisfazer suas fantasias, sejam os encontros virtuais...  Francamente, eu estaria arranhando azulejo, seria como chupar bala com papel, sentir sede em frente ao mar...   Enfim, serve para quem vive uma história real, para deixar a expectativa para um próximo encontro, para fazer sonhar com coisas palpáveis, mas fora disto vai tornando a pessoa amarga, feito estas criaturas que na falta de uma vida própria para cuidarem, ficam atacando aquelas que as têm.   Nas salas virtuais é constante, cheio de criaturas encenando virtualmente uma vida que não têm ou dirigindo palavras de injúria a outros indivíduos.   Entretanto, serve para que estas pessoas terminem por se mostrarem como de fato são, basta ser perspicaz e acompanhar o cenário diário sem muito esforço.

   Um sujeito que se diz dominador e chega nas salas virtuais com Nicks duvidosos, já começa por aí a mostrar que seu caráter também não é muito diferente disto, quando ele se dirige a alguém, que pretende vir a ter como submissa, com palavras obscenas ou pejorativas, a coisa fica evidente, as letras garrafais, que virtualmente significam gritos, são no mínimo uma falta de educação imensa, a grafia diz muita coisa da personalidade das pessoas e os gritos, nada mais são que a tentativa de se auto afirmar, ou seja, demonstração de insegurança, na verdade.   Já a ‘submissa’ que chega se oferecendo, se não for um homem travestido de mulher pelo nickname, é uma pessoa que também inspira perigo a um Dominador sério, ela pode gostar de prostituir-se, ele jamais poderá confiar verdadeiramente nela, uma mulher que se atira, que avança, não é exatamente uma submissa.   Vejo muita formalidade entre os litúrgicos, não sou litúrgica, mas não creio que todo aquele floreio de palavras seja a denotação de domínio ou subserviência reais, não é por uma pessoa chamar a outra de Sr ou Sra que a respeita, teme ou está submetida; muitas vezes não existe este tratamento formal, mas a Dominação/submissão está ali muito mais viva do que quando o tratamento é exigido!   São muitos os fatores a serem observados para quem procura alguém em salas virtuais, mas o importante mesmo, é vir para o real, com sentimentos reais, conquistados com o tempo, não existe dominação ou submissão instantâneos, não se for verdadeiro, não se for com amor, com paixão, com confiança, confiança a gente conquista e a conquista é árdua, embora a perda seja rápida.

   Não quero aqui condenar aqueles que optam por viver outras formas de D/s, aqueles que apregoam que com sentimentos não se pode torturar uma submissa, que com sentimentos não se pode temer a um dominador (embora eu ache tudo isto muito perigoso), mas dentro do BDSM ou SM, não cabe que um julgue o outro, no máximo expor o que se pensa a respeito, falar dos perigos que há por trás de muito fervor, afinal, não podemos esquecer nunca dos sádicos doentios e/ou criminosos, estes são exatamente os teatrais.   Mas julgamento não cabe, basta que a sociedade faça isto, não precisamos disto entre nós.

Esta é a minha opinião.


Por Dorei Fobofílica

13 novembro, 2010

COLEIRA VIRTUAL



   A primeira impressão que se tem, é que a coleira virtual é uma coisa boa, interessante e que caracteriza a fidelidade da submissa, mas na prática não é assim que funciona.
Não sei como era antes, pois só conheci chat SM nas primeiras semanas de 2009, mas desde então sou freqüentadora diária, já usei coleira virtual e tenho muitas amigas que usam.
   Penso que é um imã para problemas em sala virtual, a não ser que a pessoa tenha estrutura para suportar as provocações; e digo, aquilo se repetindo a todo momento pode abalar uma alma submissa, por ser esta, geralmente de natureza sensível.
   A coleira virtual provoca inveja nas mal amadas, inveja nos ‘dominadores’ de nickname apenas, e começa a guerrinha idiota, mas ofensiva.   A mal amada investe privativamente sobre o Dono da encoleirada, se este estiver presente, conseguindo ou não o seu intento, a espírito de porco vai sair e voltar com a coleira do mesmo , provocando intriga entre o casal.   O pseudo dominador vai investir privativamente na encoleirada, se dizendo muito melhor, afirmando conhecer o Dono dela e fazendo falsas revelações de desvio de conduta, se ela não titubear, ele vai investir de maneira suja enabertamente, muitas vezes afirmando já tê-la possuído antes.   Se o casal ou um deles se importar com a opinião alheia, foi para o vinagre, azedou o dia de ambos.
      Penso que o correto é não fazer este tipo de identificação, que aliás, não leva a nada, afinal, a falsa submissa que não respeita seu Dono, pode entrar a qualquer momento sem que ele saiba com Nicks diversos, Nick não depende de RG, cada um usa o que quer e quantos quiser.   Aliás, outra coisa imbecil é acusar alguém em chat de ser multinick, desde quando é preciso ser fiel a alguma identidade virtual, lá não é preciso RG, é livre arbítrio o uso de quantas identidades se queira usar.
   Contudo, se o casal de D/s deseja usar, penso que ao invés de aceitar as provocações, deve-se fazer uso do IGNORE, ele existe para isto, então a pessoa ignora até mesmo a opinião dos demais, porque o que não faltará é gente besta para acreditar e ainda vir nos fazer perguntas.   Outra coisa besta, é colar que se está ignorando alguém, é desnecessário e só vai fazer com que o ignorado saia e volte de novo para continuar, porque para fazer maldade o ser humano tem muita energia.  Então ignore por você e esqueça os outros, esqueça o que pensarão de você, pois se você tem mesmo amizade por lá, eles não darão crédito a essas provocações recorrentes.
   Vale falar aqui, dos falsos dominadores, porque Dominador de verdade, tem que ter firmeza de caráter, não cabe a uma pessoa séria, ir ao chat com diversos Nicks sendo eles para submissas diversas, ele usa vários Nicks para que uma não saiba da outra.   Acho que deveriam acordar deste sonho, pois submissas conversam entre si sobre seus Donos, afinal, é o assunto que elas têm em comum e certamente alguns dados não podem ser alterados, ninguém consegue ser múltiplo o tempo todo.
   Para finalizar, coleira virtual começa como uma atitude doce e termina com um amargo sabor.


Por Dorei Fobofílica

09 novembro, 2010

SAFEWORD (código de segurança)





  A origem da safeword (palavra ou código de segurança), como se conhece hoje, data dos anos 80.   A idéia foi amadurecida e popularizada através de canais de discussão, que na época teve seu primeiro conceito semelhante ao de sinal de trânsito.   Onde submisso utilizava cores como forma de indicar ao Dominador o seu estado físico e emocional.   Durante da cena, o Dominador perguntava a cor e o submisso sinalizava seu estado indicando “verde, amarelo ou vermelho”.

   O verde indicava que estava tudo sob controle, o amarelo era sinal de algum desconforto momentâneo e o vermelho um alerta de que algo não ia bem ou ultrapassava os limites previamente estabelecidos.

   Com o evento da internet esta ideia espalhou-se rapidamente, incorporando-se ao cenário de muitas comunidades e adeptos.

   Esses códigos evoluíram, foram adaptados e atualmente são combinados antes da cena, podendo ser uma palavra ou um gesto específico (casos em que o submisso está de mordaça ou encapuzado, por exemplo), variando em comunidades, confrarias ou parceiros que o adotam.

   A safeword é um recurso inteligente e indispensável, embora existam Dominadores e até submissos que discordem disto, mas são raros e acho que pode ser muito perigoso.   Contudo a safeword não basta, pois se a(o) subjugada(o) não conhece bem o(a) dominador(a), como saberá que quando estiver a sós ele não vai negligenciar  este acordo?

   Por si a safeword não tem poderes, somente praticantes sérios a compreendem e respeitam.   O pseudo-dominador, pode ameaçar a submissa de encerrar completamente a cena ou romper relações com ela, isto na melhor das hipóteses.  

   A safeword deve interromper o ato e não a cena, o contrário pode comprometer a integridade psicológica da submissa, fazendo até mesmo, que ela venha a se sentir culpada ou inferior e não repita a safeword da próxima vez que for necessário.

   Submissos geralmente têm a natureza emocional vulnerável, no intuito de agradar ao Dominador, eles podem comprometer seu estado físico e psicológico.    Servir é a característica mais bela do submisso, entretanto pessoas de má fé podem se aproveitar disto para propósitos negativos.  Não podemos nos esquecer dos dominadores doentios e/ou criminosos.

   Não quero aqui eximir todos os submissos, existem aqueles novatos que não têm noção do momento certo de usar a safeword, ou mesmo os submissos manipuladores, por isto é preciso investir tempo numa relação séria, antes de partir para práticas, para conhecer melhor e adquirir confiança.

   Devo dizer que existe o submisso que pensa que tem super poderes, não usa a safeword quando é preciso, fazendo com que o Dominador acredite que está tudo certo e vá em frente, isto é muito grave e é por isto que insisto em dizer que iniciar a relação de forma tradicional, sem as sessões, para adquirir conhecimento da personalidade do parceiro(a); é de fundamental importância.

   Safeword é algo sério e deve ser usado; e usado com responsabilidade.

Por Dorei Fobofílica.

02 novembro, 2010

BDSM light ou sexo apimentado?




   Em primeiro lugar, eu gostaria de saber por que o meio BDSM é cheio de regras pré estabelecidas.
   Claro que existe uma larga diferença entre sadomasoquismo consensual e violência doméstica e estupro, que muitas vezes acontece dentro do lar de pessoas casadas, sim, maridos que estupram suas esposas, porque não é por serem casados que ela pode ser forçada a fazer sexo quando não está disposta.  

   O que é o sexo apimentado, quando os pares concedem que haja os tapinhas e o que mais desejarem?    Claro que há um consentimento ali, muitas vezes não expressado, não previamente combinado, pelo simples fato de que eles não conhecem o BDSM e por isto não seguem aquelas regrinhas que foram inventadas sei lá por quem.   Mas então vejamos; entre os praticantes de BDSM que se dizem com dezenas de anos de prática também não acontece o abuso?   Só porque se segue os parâmetros estabelecidos, não quer dizer que às vezes não sejam ultrapassados os limites alem da medida (que às vezes são ultrapassados propositalmente com a desculpa de que a intenção foi alargá-los).

   Afirmo que é muito complexo definir o que é BDSM light e o que é sexo apimentado, mas não é difícil ver que SADOMASOQUISMO e sexo apimentado não tem diferença nenhuma, o que falta mesmo é conhecimento, porque as pessoas têm preguiça de ler e se informar em plena era da globalização, com a internet a disposição e só usada para futilidades.

   Na prática não vejo diferença entre aqueles ditos praticantes de sexo apimentado e os prepotentes que se autodenominam praticantes de BDSM light erótico; falta apenas o conhecimento.   Como exemplo fora do contexto apenas para ilustrar, digo que o sexo apimentado está para o BDSM, assim como o menino que vive perto do rio e aprende a nadar contra a correnteza está para o menino da cidade que aprende a nadar na piscina do clube do bairro, na verdade os dois nadam, apenas que o menino de beira de rio não conhece as regras, mas certamente pode sobreviver na água talvez até melhor que o menino da cidade. 

   Na verdade, quando o bom senso e o desejo de se informar predominam, tudo vai bem, tudo é sadomasoquismo light erótico.   Já BDSM pode mesmo ser outra coisa, pois é algo mais cheio de regras e regulamentos.   Mas sadomasoquismo está na essência do ser humano, às vezes somos sádicos e às vezes masoquistas, depende da área da vida, mas como aqui falo de sexualidade, afirmo que se tirarmos as regras feitas por alguns e seguida por outros tantos, na prática não há diferença essencial entre sadomasoquismo erótico light e sexo apimentado.

   O fato é que em caso nenhum pode haver violência e agressões físicas ou psicológicas não consensuais, pois a LEI MARIA DA PENHA está aí para isto mesmo, seja baunilha ou não, ela vale para todos.



Esta é a minha opinião.


Por Dorei Fobofílica. 

29 outubro, 2010

DOREI - SHIBARI - BONDAGE







SHIBARI
arte japonesa
dominação erótica




 Devido às mudanças sócio-cultariais ocorridas no Japão no Período Edo (1603 – 1867), o papel dos samurais profissionais deixou de ser relevante e estes, sem ter o que fazer, passavam o tempo bebendo, jogando e fazendo sexo.   Enfastiados com esta rotina errante, passaram a perverter as praticas sexuais, imobilizando consensualmente suas parceiras com cordas.   Em 1908, o japonês Ito Seiu ao estudar gravuras e textos literários que abordavam essas práticas sexuais decadentes, resolveu metabolizar e regulamentá-las, criando, assim, a Shibari (verbo da língua japonesa que significa “amarrar”): técnica de imobilização de parceiras (os) sexuais para finalidades erótica.
   Segindo as regras instituídas por Ito, a pratica da shibari requer uso de cordas de fibras de cânhamo que variam de 6 a 8 mm e, principalmente, o consentimento daquela (o) que é amarrada (o).   Portanto, deve ser prazeroso tanto para o “líder” (aquele que amarra) como para o “subjugado” (aquele que é amarrado), onde a domnação é apenas simbólica.   Nos anos 60 os ocidentais começaram a conhecer a shibari através de fotos e revistas japonesas (a internet ainda não existia) e, impressionados com seu forte apelo erótico, incorporaram-se ao universo da bondage (servidão ou escravidão, em inglês), onde até então só se usavam algemas, correntes, grilhões e outros apetrechos metálicos.

   No Japão, é comum ocorrerem performances de shibari direcionados para adultos, praticantes ou não onde o público pode interagir com o mestre, ou seja, pessoas voluntárias podem ser amarradas artisticamente, se assim quiserem.

  

A profissional que faz o papel de “subjugada” nas performances dos mestres é chamada de dorei (escrava ou serviçal em japonês) e, como atriz dramática que é, simula uma servidão imaginária ao mestre, despertando fantasias eróticas na platéia masculina.

   Deve ser ressaltado que a shibari  tem a finalidade de imobilização consentida de parceiras (os) com cordas para “aquecer a temperatura” antes do ato sexual, caracterizando-se, assim, como uma mera “brincadeira à dois de adultos”, contrastando com a bondage que, por ser baseada nos métodos de tortura praticados pelos agentes da Inquisição na Europa Medieval cristã, com a finalidade de obter confissões de paganismo e praticas anti-cristãs (bruxaria), prega que o dominador aplique um castigo físico leve (chicotadas, tapas, etc) e mental (medo psicológico por estar vendado e/ou amordaçado) o dominado para, assim, obter o prazer idealizado pelo Marques de Sade.




Dorei

(Do japonês: “Dorei”. Tradução aproximada: escrava).  Nome dado à mulher submetida ao Shibari (Ver: Shibari).

Praticante passiva de Shibari.

28 outubro, 2010

O QUE É FOBOFILIA










Fobofilia é uma prafilia pouco conhecida, fobia = medo; filia = przer/amor (prazer através do medo).   Trata-se de uma parafilia pouco conhecida.



parafilia | s. f.

Designação genérica para comportamentos sexuais que se desviam do que é geralmente aceite pelas convenções sociais, podendo englobar comportamentos muito diferentes e com diferentes graus de aceitabilidade social....


   A psicologia Freudiana condenava todas as parafilias, tratando-as como desvio de conduta mental, mas atualmente isto foi revisto e a psicologia moderna não encara mais as parafilias desta forma.   Para os psicólogos modernos, uma parafilia só é vista como anormalidade no caso de ser a única forma em que o indivíduo sente prazer, ou quando põe a própria vida ou saúde e/ou a dos outros em risco.   Caso contrário é apenas uma outra forma de ter prazer sexual e se for SSC (São, Seguro e Consensual), é encarado como algo normal.   Entretanto há quem diga que na cama ninguém é normal e que se conhecêssemos a vida sexual das pessoas, ninguém se cumprimentava na rua.
FOBOFILIA:   Fobofilia pode ser uma delícia, muitos sentem excitação com o medo, aliás, dentro das práticas sadomasoquistas, todos vivemos este prazer ao menos em pequena escala, sejam submissos ou dominadores, afinal, o medo de cometer um erro com o submisso em seu poder durante uma sessão não deixa de ser uma excitação para o dominador.   Porém é o submisso que fica com a melhor parte quando tudo funciona.   Mas fobofílico mesmo é aquele que obtém orgasmos por meio desta sensação de medo, seja durante a ação ou imediatamente o término dela.
    É preciso salientar que não existem duas pessoas idênticas, o mesmo se dá com os medos de cada um, não são iguais nem mesmo dentro do mesmo indivíduo, uma pessoa que sente medo, sente medo de diversas formas, e seus medos não são sempre prazerosos, é preciso que o dominador conheça profundamente o submisso e tenha grande conhecimento de sua história de vida, que saiba definir o que será prazeroso e o que pode causar uma seqüela mental que pode ser irreversível, fobofilia é uma parafilia que inevitavelmente passa pela dominação psicológica intensa.   Alguns sentem prazer além do medo, quando sentem ódio, mas isto pode passar do limite e o limiar entre o que é bom e o que é ruim é tênue.   O pavor além do limite, pode desencadear uma reação perigosa, se a pessoa dominada estiver solta, pode atacar o dominador e se estiver presa, pode ficar com grave seqüela mental, mesmo solta a seqüela mental pode ocorrer.
   Falando dos medos, há quem tenha medo de escuro e os que o adoram, há quem tenha medo de ficar confinado e os que adoram, então medo é uma coisa pessoal, não vale comparação.
   Se você se identifica como fobofilico, pesquise e estude para se conhecer bem!

Obs.: É preciso ressaltar que o que é bom no medo, é a ameaça e não a execução do ato. 





Por Dorei Fobofílica. 

LITURGICOS E NÃO LITURGICOS NO CHAT






 Partindo do óbvio, que o sadomasoquismo já é discriminado demais pela sociedade, não precisamos de mais discriminações entre nós, mas é o que mais acontece.   No chat, onde se encontram muitos litúrgicos metidos a ditadores de regras, vem aqueles tais donos da verdade absoluta, dizer como os outros, principalmente nós as submissas, como devemos nos comportar.   Ora veja!   Nunca vi nada mais ridículo do que ditadores num meio como o sadomasoquista.   Regras devem ser feitas entre os respectivos pares, o Top determina como seu botton deve agir e ponto final.

   É claro, não sigo nenhuma liturgia e respeito quem as segue, afinal, é o respeito as escolhas dos outros que deveria prevalecer neste mundo tão restrito e marginalizado, talvez assim conseguíssemos mostrar a sociedade que existe o sodomasoquismo erótico que nada tem de criminoso.

   Falemos do chat; as submissas em suas coleiras virtuais, que também já usei um dia, nada as impede de quando queiram, entrarem no chat não identificadas, a mesma coisa está para os dominadores, nada os impede de usar vários nicknames.   Muitas submissas que conheço, entram no chat com outros pseudônimos para ver se são assediadas  por seis Donos, e alguns dominadores entram com diversos pseudônimos, porque se dizem seguidores da política de só ter uma escrava e na verdade dá um nickmane diferente para cada uma de suas escravas.    Visto isto, pessoalmente tudo me parece muito teatral.

   Pelos chats também vejo o comportamento que reafirmo, respeito, mas que aos meus olhos é estranho, refiro-me a submissos chamando a todos os dominadores (nem todos merecem o título que ostentam) de senhor e senhora.

Os switches como ficam nesta história?   São senhores ou não?   Eu fico bestificada, muitas vezes me parece que o submisso é de todos, pois a todos ele chama de senhor, quando acho que isto é um tratamento tão especial, que deveria ser exclusivo de seu Dono ou Dona.    De toda forma, é o desejo deles, ou suponho que seja, só nos cabe aceitar e respeitar, o que não dá direito a ninguém, de impor regras de liturgia escrita sei lá por quem e nem me interessa, aqueles que não são litúrgicos.   Gostaria de saber se tem um manual de comportamento registrado             que determine ser obrigatório este tipo de comportamento em chat SM.    Fala sério!

   Quando um fanático vem a mim tentando impor suas regras, fico muito preocupada, sinto ali o cheiro de um possível fanático psicopata entre nós, aquele tipo perigoso que comete atos de violência física e psicológica sem que seja SSC (são, seguro e consensual), e é disto que quero tratar, que os chats não são lugar para efetivamente fechar um compromisso de relacionamento, que é mais um meio para se trocar impressões, por isto, mesmo sabendo que se corre o risco de ter parte de nossa vida exposta se não for tomado o devido cuidado, eu sempre procuro falar em aberto, porque entro no chat para trocar conhecimento e para me divertir com amigos além de ver boas imagens do assunto, quando elas aparecem.   Não estou dizendo que não há possíbildade de encontrar alguém interessante, mas não é o lugar para fechar isto como certo e partir direto para um encontro a sós, seria uma irresponsabilidade, mas é sim um bom lugar para se fazer uma pré seleção e tomar cuidado com os fanáticos, com os ignorantes que nos abordam com tamanha ignorância nos chamando de nomes pejorativos, como se o chat fosse lugar para isto, mas esta é uma outra história que abordo da próxima vez.

   Para finalizar, liturgia BDSM só é boa para quem aprecia, não determina se o sujeito é praticante o fato de ele não ser litúrgico, ao contrário, o não litúrgico pode muitas vezes, ter os pés mais dentro da realidade daquilo que pratica do que os que o são.   E chat não é harém de escravas onde todos são donos e podem por suas tantas e diversas regras.


Por Dorei Fobofílica


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